Sem vaga na MotoGP, destino de Binder em 2027 deve ser o WSBK
Sul-africano deve ocupar vaga de Petrucci; já a Ducati procura um substituto para Bulega, e time de Valentino Rossi tenta negociar ida de Morbidelli
Com o grid de pilotos para a temporada 2027 da MotoGP quase definido, as fabricantes começam a se movimentar para as outras categorias que disputam. E isso deve levar um nome do grid atual da MotoGP ao WSBK no próximo ano: Brad Binder.
O Mundial de Superbike começa a se movimentar para formar o grid de 2027, e uma das primeiras confirmações foi a manutenção de Iker Lecuona na Ducati, com o principal nome do projeto da marca italiana no WSBK, Nicolò Bulega, a caminho da VR46 na MotoGP.
Com a contratação de Lecuona fechada, agora a Ducati busca um substituto para ocupar sua segunda vaga na equipe oficial oficial. Um dos principais alvos da equipe italiana era o português Miguel Oliveira, que estreou no WSBK em 2026 com a equipe oficial da BMW, com a qual conquistou quatro terceiros lugares em 17 corridas.
Além de sua inegável qualidade e talento, Oliveira é um piloto com grande influência tanto entre os fãs quanto entre os patrocinadores, além de grande repercussão na mídia em Portugal.
No entanto, o piloto de 31 anos optou por continuar no projeto da fabricante alemã, e tudo indica que ele permanecerá mais uma temporada no comando da BMW M 1000 RR da equipe oficial. A notícia, no entanto, é quem será, quase com toda a certeza, seu novo companheiro na equipe, já que seu atual companheiro, Danilo Petrucci, não continuará.
Miguel Oliveira e Brad Binder na apresentação da equipe KTM de 2022
Foto: KTM Images
Segundo informações obtidas pelo Motorsport.com, a BMW está em negociações bastante avançadas com Binder. Enquanto se aguarda o fechamento oficial de todas as portas para o sul-africano na MotoGP, ele está avaliando com grande interesse a possibilidade de continuar sua carreira no WSBK e, além disso, fazê-lo com uma moto oficial de uma fabricantes capaz de oferecer um salário significativo.
O curioso é que Oliveira e Binder voltariam a ser companheiros de equipe em 2027, depois de compartilharem a KTM por três temporadas, duas delas — 2021 e 2022 — como pilotos oficiais da fabricante. De fato, eles são os únicos pilotos na história a terem vencido com a marca na categoria rainha.
Tailândia 2022, última vitória de Oliveira e da KTM na categoria MotoGP
Foto: Dorna
Quatro novos rostos para a KTM em 2027
Após perder Pedro Acosta, o único piloto que queriam manter, a KTM tomou a decisão de renovar completamente seu elenco de pilotos. Na equipe oficial já estão confirmados Álex Márquez e Fabio Di Giannantonio, que vêm da Gresini e da VR46, respectivamente.
Na Tech3, enquanto se aguarda o anúncio oficial, tudo aponta para uma dupla formada por Luca Marini, vindo da equipe oficial da Honda, e o estreante Senna Agius, vindo da Moto2.
Com a chegada desses dois pilotos, Enea Bastianini seguirá para a Trackhouse, e Maverick Viñales ficará sem moto para 2027, juntando-se a outros pilotos de ponta, como o próprio Binder, Jack Miller, Álex Rins ou Franco Morbidelli, que neste momento não têm vaga garantida para 2027.
Por outro lado, o ítalo-brasileiro tem negociações em andamento com a Ducati para ocupar a vaga deixada por Bulega no WSBK, o que formaria uma troca direta entre os pilotos.
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