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Sem vaga na MotoGP em 2027, Rins anuncia ida para o automobilismo

Espanhol encerrará carreira no motociclismo em favor de uma mudança para as quatro rodas

Alex Rins, Yamaha Factory Racing

Alex Rins revelou que, após ficar sem uma vaga na MotoGP para 2027, irá trocar as competições de duas pelas quatro rodas no ano que vem. 

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O vencedor de seis GPs anunciou a  decisão de deixar as corridas de moto na véspera do GP de San Marino, pouco mais de dois meses depois de a Yamaha ter confirmado que ele será afastado do seu programa de MotoGP no final da era de 1000cc.

Embora o piloto de 30 anos não tenha revelado exatamente onde vai competir no próximo ano, disse estar entusiasmado com o próximo capítulo da carreira.

“Não vou para uma superbike no próximo ano. Como disse há algumas corridas, tenho em mente um projeto muito bom e interessante, que não posso revelar porque ainda não está 100% concluído. Por isso, estou muito feliz. Foi difícil escolher porque passei toda a minha vida na MotoGP, com muitas lutas, corridas e vitórias. 14 anos mais ou menos [em todas as categorias]. Por isso, vou parar com as duas rodas", falou. 

Rins esclareceu que tinha opções para correr no Mundial de Superbike no próximo ano, mas acabou decidindo deixar as corridas de moto em favor de uma carreira na competição de quatro rodas.

“Tinha duas possibilidades lá [no WSBK]. Quero mesmo agradecer-lhes porque estavam bastante interessados em mim. Mas encontrei outra coisa que realmente me motiva mais", confessou. 

Rins subiu à categoria rainha com a Suzuki em 2017, depois de uma forte carreira nas categorias de formação, tendo sido vice-campeão tanto na Moto2 como na Moto3. Em 10 temporadas na MotoGP, somou seis vitórias e 18 pódios, a maioria com a Suzuki.

A mudança para a LCR Honda em 2023 valeu-lhe uma vitória logo na sua terceira corrida, porém, sofreu uma lesão grave em Mugello que o afastou da maior parte da temporada.

A passagem de três anos pela Yamaha ainda não produziu os resultados que esperaria, com o declínio competitivo da M1 e suas próprias dificuldades após a lesão de Mugello, as quais afetarem seu desempenho em pista.

Alex Rins, Yamaha Factory Racing

Alex Rins, Yamaha Factory Racing

Photo by: Gold and Goose Photography / Getty Images

"Questionei-me muitas vezes se estou triste por desistir, se devo continuar ou não, se devo mudar de campeonato... É algo que fiz toda a minha vida e no fim é simplesmente a rotina que se tem. Toda a minha vida me preparei para correr de moto. O que está acontecendo agora é complicado e certamente me tirou alguma vontade de continuar no mundo das motos", confessou. 

"Tenho de estar satisfeito com o que alcancei. Foram 14 anos na MotoGP. Houve muitas vitórias e batalhas no melhor sentido da palavra. Lutei por campeonatos na Moto3, Moto2 e MotoGP. Não ganhei todos, mas tive a oportunidade de lutar pelo título nas três categorias. Perguntei-me muitas vezes se devia continuar ou não, mas a outra opção é algo que me motiva muito, é a longo prazo e estou feliz". 

No entanto, Rins não descartou a possibilidade de voltar às corridas de moto no futuro de forma pontual, de modo semelhante a Cal Crutchlow.

“O que não posso fazer é, depois de tantos anos, fechar tudo completamente”, disse. “Há pilotos que fizeram isso, mas o mundo do esporte a motor é minha vida. Durante estes anos como piloto profissional de motos, tenho feito coisas com carros. Personalizei o meu Jeep e fui para o deserto com um amigo. Corri no gelo. Está no nosso sangue. Vou continuar treinando e praticando", concluiu. 

Com a saída de Rins e Fabio Quartararo se juntando à Honda, a Yamaha vai apresentar no próximo ano uma formação totalmente nova, composta por Jorge Martín e Ai Ogura.

DIOGO 'confirmado' na EQUIPE DE FÁBRICA? Entenda RUMORES. Foto CHOCANTE de MARC pré-Misano, MXGP e +

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