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'Silly season' da MotoGP pode levar a mudanças no grid em 2027 para além dos pilotos; entenda

Enquanto mercado de pilotos pegou fogo na última semana, pouco se fala sobre as possíveis mudanças entre as equipes satélites e as montadoras

Pol Espargaro, Red Bull KTM Tech3

A última semana de janeiro de 2026 foi marcada por um furacão no paddock da MotoGP, com movimentações surpreendentes no mercado de pilotos do próximo ano,. Mas, o que pouco se fala de forma aberta, é que o novo regulamento de 2027 pode trazer inclusive mudanças entre as equipes satélites do grid.

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A semana do shakedown da categoria em Sepang acabou eclipsada por uma sequência de notícias sobre trocas no grid da MotoGP para 2027. O ponto de partida foi Fabio Quartararo, que encaminhou sua ida para a Honda, enquanto Jorge Martín deve ocupar sua vaga na Yamaha.

Por outro lado, Pedro Acosta está com um acordo fechado para correr ao lado de Marc Márquez na Ducati, o que deixa Francesco Bagnaia sem uma vaga garantida no grid de 2027. 

As mudanças acabam sendo grandes tiros no escuro, já que o próximo ano trará uma das maiores revoluções da história da MotoGP, trocando a moto atual, de 1000cc para 850cc, sendo também menos dependente dos dispositivos aerodinâmicos, buscando retomar a essência de uma categoria mais focada nos pilotos e menos na tecnologia.

No momento, nenhuma montadora assinou oficialmente o documento que as garantem no novo ciclo de regulamentos (a partir de 2027), mas isso é considerado apenas uma formalidade, com expectativa de que seja resolvido antes do início do campeonato.

Com isso, não há também nenhuma oficialização dos acordos entre as marcas e as equipes satélites. Neste cenário, podemos ver uma grande mudança no grid envolvendo não somente os pilotos, mas na distribuição de motos.

Um dos rumores mais fortes do paddock vêm da KTM. Nesta sexta-feira (30) foi concluída a compra da Tech3 por um grupo de investidores que inclui o piloto da F1 Pierre Gasly. Porém, ainda não há garantias de que a equipe francesa seguirá no guarda-chuva da KTM, especialmente com as incertezas sobre o futuro da marca austríaca na categoria.

Com isso, há conversas fortes que a Tech3, agora sob o comando do ex-chefe da Haas Gunther Steiner, estaria em negociações com a Honda, que poderia ficar com seis motos no grid em 2027. A permanência da LCR no pool da marca japonesa não é questionada, potencializado pelos acordos plurianuais de Johann Zarco e Diogo Moreira, com o brasileiro podendo subir para a equipe oficial no próximo ano.

Porém, o cenário envolvendo o futuro da Honda é mais complexo do que parece. Segundo o portal italiano Motosprint, a Trackhouse já havia iniciado negociações para ser uma segunda satélite da marca japonesa em 2027.

O motivo por trás dessa potencial saída da Trackhouse do guarda-chuva da Aprilia seria um interesse da marca italiana em ter uma satélite compatriota no grid. No caso, a VR46. Em novembro do ano passado, o jornal Gazzetta dello Sport já havia noticiado tal possibilidade, em meio a um crescimento da Gresini como a segunda equipe da Ducati, indo contra o acordo assinado no final de 2024.

Neste cenário, uma saída para a Tech3 seria um acordo com a própria Ducati, ocupando o espaço que seria deixado pela VR46. Um fator preponderante para isso é o bom relacionamento entre Steiner e o CEO da Ducati Claudio Domenicali.

Para além desta confusão, a única outra equipe que, no momento, não tem seu futuro questionado é a Pramac. Após o primeiro ano da parceria com a Yamaha, a equipe italiana não tem interesse em buscar uma nova montadora para o próximo ciclo de regras.

DIOGO e YAMAHA abrem TESTES da MotoGP 2026! Mercado SE AGITA logo cedo e MÁRQUEZ DITA os rumos | AMA

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