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Conteúdo especial

Olhos no alto: o spotter e seu papel na etapa oval da NASCAR Brasil em Curvelo

Engenheiros 'abandonam' a telemetria e se tornam visão fora da pista dos pilotos

Corrida 2 em Curvelo

Foto de: Luciano Santos

Não é só o nome que a NASCAR Brasil tem em comum com a NASCAR americana. Para a corrida no oval de Curvelo, a categoria também contou com a presença de uma figura conhecida para o público que acompanha a série norte-americana: o "spotter". 

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Mas afinal, o que é o "spotter"? Ele é o membro da equipe posicionado no ponto mais alto do autódromo de onde consegue enxergar toda a pista. Ele é o responsável por ficar em contato constante com o piloto via rádio, funcionando como os "olhos" de quem está dentro do carro. 

Historicamente, os spotters se tornaram comuns na NASCAR e na Indy Car no fim dos anos 1980 e, desde então, se tornaram indispensáveis, principalmente em pistas ovais, onde o piloto não tem visão de todo o traçado. 

Neste fim de semana, a NASCAR Brasil competiu pela sétima etapa da temporada regular e, por ter corrido num circuito oval, os engenheiros precisaram se tornar ''spotters''. Em entrevista ao Motorsport.com, o engenheiro da equipe SG28 Vitor Bernardi contou como foi exercer essa função. 

Spotter NASCAR Brasil

Spotter NASCAR Brasil

"É uma pista onde os carros andam muito juntos, não tem zonas de desaceleração muito intensas, então, precisamos colocar o piloto adequadamente tanto para ele poder se defender quanto para poder atacar os adversários e também para se livrar de batidas porque uma volta de 30 segundos às vezes não tem tempo do piloto desacelerar até chegar na batida. Então, essa função é bem importante. Nós somos mais um par de olhos do piloto para poder resguardar a competitividade deles".

Bernardi ainda destacou a principal diferença entre manter a tradicional comunicação engenheiro-piloto com a telemetria em mãos em tempo real e fazer esse trabalho de uma maneira completamente diferente. 

"A principal diferença é que se torna uma avaliação 100% visual. Não ficamos olhando os tempos de volta, a gente só olha o 'gap' visual dos carros. Tentamos posicionar de acordo com aquilo que estamos enxergando, ao passo que num circuito normal, estamos sempre de olhos nas diferenças de setores. A estratégia é um pouco mais cega. Acho que o spotter, na verdade, é isso. O trabalho é muito visual e essa é a principal diferença."

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