Coluna do Átila Abreu: Um domingo imprevisível

Nesta edição, piloto comenta fim de semana mais nobre do esporte a motor do ano, com GP de Mônaco, Indy 500 e Charlotte 600

Coluna do Átila Abreu: Um domingo imprevisível
Átila Abreu no pódio do Velopark
Renata Fan e Átila Abreu
Renata Fan e Átila Abreu
Átila Abreu
Átila Abreu e Nelsinho Piquet avaliam a pista
Carro de Átila Abreu e Nelsinho Piquet
Carro de Átila Abreu e Nelsinho Piquet
Carro de Átila Abreu e Nelsinho Piquet
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Com GP de Mônaco pela manhã, centésima edição da Indy500 à tarde e as 600 Milhas de Charlotte de noite, o domingo passado é um daqueles dias que fica na memória de qualquer fã de corrida. Comigo não foi diferente.

Troquei o cockpit do Chevrolet #51 da equipe Shell Racing pelo sofá de casa, o volante pelo controle remoto, e mergulhei no intensivão que só a trinca F1, Indycar e Nascar podem proporcionar no último fim de semana de maio.

E que corridas!

Nada do que se previa como óbvio aconteceu nas pistas, mais uma prova de que o mestre Juan Manuel Fangio estava coberto de razão quando falava que “corridas são corridas”. O que pode ser interpretado como “ninguém ganha de véspera”.

Começando pelas ruas do principado: O campeonato que se desenhava chato e previsível com amplo domínio do Nico Rosberg ganhou nova vida com a vitória do Lewis Hamilton. É verdade que o atual campeão acabou favorecido por um erro da RBR no pit stop de Daniel Ricciardo. Mas ele mostrou que pode perfeitamente brigar com seu companheiro de equipe em condições normais e agora com certeza tem mais gente interessada na próxima etapa por causa da vitória do carro #44.

Se nas ruas mais charmosas do mundo a previsão óbvia não foi confirmada e o trabalho de box definiu a vitória, do outro lado do Atlântico aconteceu mais ou menos a mesma coisa no oval mais famoso do mundo: Não deu o óbvio e o trabalho de box definiu.

A diferença no caso da vitória do Alexander Rossi é que o trabalho de Michael Andretti e Brian Herta traçando a estratégia vencedora da Indy500 foi impecável. O estreante do carro #98 percorreu espantosas 36 voltas com o mesmo tanque de combustível! “Guiado” pelo box, soube pegar os vácuos e aliviar o pé na medida certa para ganhar na base da estratégia. Fez história na centésima edição da corrida.

Acho muito importante para nosso esporte ter caras novas despontando e vencendo grandes corridas. Também valoriza a perseverança de um piloto que passou batido pela F1 em equipes pequenas e mostrou toda competência para conquistar uma vitória histórica na Indy.

Já na sempre imprevisível e equilibrada Nascar, tivemos um domínio digno dos melhores anos de Michael Schumacher na F1. Saindo da pole, Martin Truex Jr liderou espantosas 392 voltas de um total de 400! É um grande feito considerando as infinitas trocas de liderança que acontecem numa corrida de Nascar – e mais ainda numa corrida de 600 milhas. É verdade que tiveram poucas bandeiras amarelas para o padrão da categoria e que assim a estratégia de pit stops não fez tanta diferença assim, mas um domínio deste tipo eu nunca havia visto na Nascar e seria muito injusto se o carro #78 ficasse sem a vitória no fim.

Ainda bem que, depois de uma maratona dessa diante da TV no domingo, já temos uma corrida da Stock Car para acelerar neste fim de semana. Vamos para a pista de Santa Cruz do Sul, e o fim de semana promete. Fiquem ligados e torçam pelo #51.

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