Pular para o conteúdo principal
Entrevista

ENTREVISTA: Átila Abreu detalha saída de sua equipe da Stock, acusa categoria de quebrar contrato e fala sobre o futuro

Piloto e proprietário da Scuderia Bandeiras falou em processos contra a categoria, manutenção do emprego de funcionários e possível migração para outras competições; confira

Átila Abreu

O automobilismo brasileiro passa por um verdadeiro terremoto, após as brigas envolvendo a Scuderia Bandeiras e a Stock Car, culminando na saída do time da categoria, após anúncio nesta quarta-feira.

O editor recomenda:

A decisão veio após as desclassificações dos carros de Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet da etapa de Interlagos, pelo uso de pinças de freios supostamente ilegais, além de embates jurídicos, que devem seguir nos próximos meses (ou anos).

Para contar uma parte dessa história, o Motorsport.com conversou com exclusividade com Átila Abreu, piloto e proprietário da Scuderia Bandeiras. Confira na íntegra abaixo:

O que fez você decidir deixar a Stock Car com efeito imediato?

A gente vem sofrendo já há algum tempo um desgaste muito grande na relação entre a Scuderia Bandeiras e Vicar/Audace, principalmente na pessoa do Lincoln Bortoleto, que hoje é o CEO da Stock Car. Tentamos conversas em que não fomos recebidos: eu, particularmente, tentei algumas vezes, fui enrolado e não me receberam.

Então, não houve diálogo e é algo que não existe nessa gestão. Não tem o diálogo e todo mundo que fala alguma coisa, ou traz uma opinião que é divergente, acaba tendo um tratamento também diferente. Mas tudo bem, isso daí são coisas que a gente já vinha levando, porque não é de agora, não é algo recente... Mas o que fez a gente tomar a decisão de realmente acionar o contrato com uma rescisão de justa causa, por quebra de contrato da parte da Vicar e Audace, foram os fatos que vieram à luz de coisas que chegaram ao nosso conhecimento, principalmente na área tributária, fiscal, na parte contratual.

A gente mandou notificações extrajudiciais para a Vicar que não foram respondidas. E diante dessas informações que a gente tinha, ficava impossível seguir em frente.

São coisas que realmente fogem para uma outra esfera, porque nós representamos muitas empresas que são multinacionais, patrocinadores, que têm regras de compliance, e tudo isso que apareceu são coisas que não passam em uma regra de compliance.

Então, de maneira a preservar nossos patrocinadores, nossa história e tudo mais, a partir do fato de que a gente teve ciência e conhecimento, buscando informações, e esclarecimentos junto à Vicar/Audace e não tendo esses esclarecimentos, a gente precisava tomar uma decisão, porque [caso contrário] eu estaria descumprindo contratos com os patrocinadores.

A gente tomou essa decisão nas últimas duas semanas, basicamente... que veio se desenhando por causa disso. 

Rubens Barrichello

Rubens Barrichello

Foto de: Duda Bairros

O quão preponderante o caso da desclassificação de Interlagos por causa dos freios foi para essa decisão? 

Basicamente, foi zero a interferência da decisão de sair da categoria por causa da desclassificação. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Os timings, eles coincidem. O julgamento tinha sido marcado em uma data anterior.

E a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) alegou que uma das pessoas que seria ouvida não estaria presente e pediram para remarcar. E isso foi adiado.

A gente já tinha apresentado a solicitação de informações sobre a área tributal, fiscal e jurídica para a Vicar. Tinha dado um prazo para eles se manifestarem. Esse prazo meio que se encerrava próximo à etapa de Cuiabá. Então, a gente já estava no final de semana de corrida, não recebemos as respostas e tudo mais...

E aí, depois que a gente voltou da etapa, começamos a fazer as reuniões com o corpo jurídico para ver que decisão a gente tomaria, uma vez que a gente não tinha obtido nenhuma resposta. Uma decisão difícil de fazer, porque você faz um investimento de mais de 20 milhões de reais e não quer abrir mão disso.

É um dinheiro muito relevante. É todo um projeto, pessoas envolvidas. Então, a gente teve ali alguns dias para formatar que caminho seguir, se tinha alguma outra opção, o que a gente poderia fazer... Quando a gente viu que não tinha posição [da Vicar], a gente tomou a decisão. Mas, simplesmente, os fatos (saída da Bandeiras da categoria e desclassificação dos carros da etapa de Interlagos) coincidiram, principalmente porque eles remarcaram a data.

A data estava marcada anteriormente e eles pediram para postergar. 

Você acredita que a punição da desclassificação é injusta? 

Sim, totalmente. Quando a gente compra os carros, e nós compramos os carros [junto à categoria], o que é motivo de muita discussão desde o ano passado por causa das quebras e tudo mais, a gente recebe peças da Audace, que é a fornecedora. A Vicar é a promotora do evento e a Audace é quem fornece tudo.

E a gente tem muitos problemas de peças fora de padrão, coisas não são entregues... A gente teve que notificar eles na corrida de Cuiabá, porque o Rafael Suzuki não iria correr. O carro quebrou na classificação, apresentou uma falha no treino, apresentou uma falha na classificação, e ele não iria correr.

A gente fez uma notificação. O Suzuki até estava bravo com a equipe, porque parecia que a gente não queria trocar a peça, e quando a gente mostrou a ele que desde março a gente já tinha solicitado a peça para a Audace e ela não nos entregava, ele mudou a visão dele. E aí a gente notificou, a gente estava com o jurídico lá na pista, e aí apareceu uma peça usada de algum carro que eles tiraram, e o Suzuki conseguiu correr.

O contrato diz que eles têm de ter três peças reservas, e se não tiver, eles têm um prazo, um período pra nos entregar. Já fazia mais de três meses que a gente estava pedindo a peça. Então existe uma falta de peças para as equipes: eu tive problema na corrida de São Paulo, inclusive, corri com o assoalho fora do regulamento, porque desde a corrida de Brasília do ano passado, o assoalho que eu estava correndo era do Enzo Elias.

Se você se lembra, ele bateu naquela corrida com o Rafael Suzuki, uma batida forte, e desde então não tinha peça pra receber. A gente vem emendando peças e tudo mais... Então a gente enviou a eles: ‘Estamos andando, porque senão eu não consigo correr, você não tem peça, você não me fornece e eu não consigo trocar, ou eu deixo de correr, ou tenho que fazer alguma coisa'.

São vários os problemas sucessivos de falta de peças. E, além disso, uma coisa que muito me estranhou nos últimos tempos é que a gente começou a receber muita peça da Audace fora do regulamento. A gente tem isso documentado, vários itens, com peças fora do regulamento.

Material em medidas fora do padrão, peças que me dariam vantagem competitiva sobre os outros, tipo pastilha de freio, rolamento, que eu coloco no carro e não encaixa outra peça, então eles mandam eu adulterar a peça pra fazer encaixar, só que se eu mexer na peça eu estou fora do regulamento... São coisas que começaram a nos estranhar muito.

A gente começou a documentar, quando a gente começou a perceber isso, para provar para todo mundo. Então sim, no caso da pastilha, a gente tem certeza de que não fez nada de errado.

Busquei investir em contratar os melhores profissionais, a gente é a equipe que melhor paga: basicamente, todos os colaboradores que estão conosco, eu dobrei o salário que eles tinham. Acredito muito que as pessoas fazem a diferença, então é normal que a gente, com uma qualidade muito boa de mão de obra, de engenheiros, pilotos, mecânicos e tudo mais, seja uma equipe competitiva.

A gente não precisa andar fora do regulamento para ter alguma vantagem, muito pelo contrário: inúmeras vezes a gente alertou a Audace e Vicar, de componentes fora do regulamento, justamente para que a gente tenha o mesmo padrão de todo mundo. 

Christian Fittipaldi, Nelsinho Piquet e Átila Abreu

Christian Fittipaldi, Nelsinho Piquet e Átila Abreu

Foto de: Duda Bairros

Como fica a questão duas liminares? Vocês pensam, efetivamente, entrar com algum processo contra a Vicar e a Audace? 

A gente vai ingressar -- inclusive já está em curso -- com alguns processos, porque esse caso é longo. No caso dos componentes da adaptação do Kit V8, a gente já conseguiu uma liminar, dando 100% de tudo que a gente solicitou, porque o contrato é muito claro: você compra um carro para utilizar por 10 anos e diz o contrato que qualquer upgrade dentro desses 10 anos é por custo da Vicar, porque é uma mudança, é um projeto deles, então eles deveriam arcar com isso.

A nota fiscal que veio para gente diz ‘upgrade’... então, você tem um contrato dizendo que o upgrade é por conta deles e a nota fiscal diz que é ‘upgrade’. Acho que está muito claro.

São quase 200 mil reais por carro, você levanta quase 6 milhões de reais em todos os carros. Para mim, é muito dinheiro. Os 800 mil reais é um valor que eu não previ no orçamento. Eu não posso sair repassando esses custos para os meus patrocinadores, ou chegar para os meus colaboradores: 'Agora vou pagar menos pra vocês, porque eu preciso pagar uma outra conta'.

Eu acho que o que é combinado não é caro. E se está escrito... Eu entrei na categoria sabendo desses regulamentos, estando de acordo com essa situação. E aí depois aparece uma situação totalmente diferente e me causou muita estranheza.

E aí me causou mais estranheza ainda a gente pedir esclarecimentos, não receber esclarecimentos, depois pedir novamente, e aí a gente começar a ter as diferenças, as tratativas diferentes só por questionar. Ali, a relação começou a estremecer. 

Então tenho todas as perdas e danos, tenho o próprio investimento que fiz na categoria... enfim, nosso corpo jurídico ainda vai analisar tudo isso, mas eles (Vicar/Audace) fizeram uma quebra de contrato. 

E a outra parte que é a questão da multa. Ela se baseia um pouco nos benefícios, um pouco camuflados de descontos, justamente para se ter essa manobra, porque se cobrarem esses valores de qualquer equipe, não existe Stock Car... os custos já são muito elevados, ficariam inviáveis.

Ali houve também uma quebra de contrato da parte deles, pelo jeito que eles fizeram a multa. A gente pediu uma liminar e a decisão do juiz foi muito clara, que houve quebra do processo de custódia, no caso das pinças, porque eles envolveram as pinças para colocar essa multa.

Então, houve quebra de custódia: eles não seguiram os procedimentos previstos em contrato. Para eventualmente passar uma punição dessa para nós, teria que ser criada uma comissão e tudo mais, e não foi. Aí também existe uma quebra de contrato. E há outros pontos, outras coisas que a gente está analisando com o nosso corpo jurídico.

Rafael Suzuki; Scuderia Bandeiras

Rafael Suzuki; Scuderia Bandeiras

Como ficam os mecânicos e engenheiros que a Bandeiras contratou? Vai ter demissão? 

Não vai ter demissão. As primeiras pessoas que eu informei quando a gente tomou a decisão foram os pilotos e a equipe, chamei todos, para que todo mundo ouvisse da nossa boca. E isso para mim é uma coisa muito importante.

Quando eu trouxe as pessoas, a grande maioria mudou suas vidas para estarem na Scuderia Bandeiras, por acreditarem em nossos projetos. Vou te falar que 80% das pessoas não são da nossa cidade. A grande maioria veio de outros estados.

Tem alguns que a família mora em outro estado, o cara vem, trabalha com a gente durante a semana, depois vai embora. Teve uns que mudaram com as famílias, alugaram casas e tudo mais. Então existe um compromisso nosso com todo mundo.

E esse compromisso é algo que eu não abro mão, está entre os valores da Scuderia Bandeiras. Eu não vou demitir nenhum dos 55 colaboradores. A gente vai permanecer com todo mundo até o final do ano.

Assim como os pilotos, honrar todos os compromissos que existiam ali, salários, enfim, todos os acordos. A gente está ciente de todas as decisões. E, obviamente, vamos fazer a nossa parte.

A Scuderia Bandeiras vai para NASCAR Brasil? 

Não sei, ainda não sei. Na verdade, tudo aconteceu muito rápido. A gente tomou essa decisão sem ter nenhum plano B. Na verdade, o que a gente tem como plano B é a nossa vontade de fazer as coisas muito bem feitas, da maneira correta, e a paixão pelo automobilismo. E eu acho que, tendo essas ferramentas, a gente consegue construir qualquer outra oportunidade que seja. E aproveitar a nossa história: a Scuderia Bandeiras nasceu dessa maneira, de enxergar oportunidades em situações complicadas.

Então, vamos entender que esse momento, tudo que está acontecendo, para que seja uma grande oportunidade para a gente criar alguma coisa ainda melhor, para evoluir como equipe, alcançar voos ainda maiores. Acho que tem muitas cartas na mesa, muitas coisas para avaliar.

Sobre a NASCAR Brasil, eu acho que é uma categoria que está crescendo bastante. Você tem o Carlos Col, que foi quem conduziu a Stock Car a ter o protagonismo que tem hoje. Ele está à frente da NASCAR no Brasil e é uma pessoa que admiro bastante.

O próprio Thiago Marques (fundador e gestor da categoria) vem fazendo um trabalho muito bom. Então, sim, a gente olha para essas opções. Já tem algumas equipes da Stock Car fazendo esse movimento, alguns pilotos fazendo esse movimento.

Mas não tem nada concreto, nem sei se é esse o nosso caminho. Mas o Brasil tem muitas categorias interessantes. Você tem a Porsche Cup, você tem a Copa Truck, você tem outras categorias em ascensão... Então, acho que é um mercado muito bom, repleto de oportunidades.

E tem o exterior... Vamos ver o que o futuro nos prepara. Mas vai ser algo bem pensado e vamos trabalhar para que seja algo grandioso. 

E qual é o “maior projeto do automobilismo brasileiro” que você falou no vídeo em que anunciou a saída da Stock? 

Estamos construindo, estamos construindo... Eu acho que a Scuderia Bandeiras já é hoje o maior ecossistema do automobilismo brasileiro. É uma equipe de ponta, em quantidade de colaboradores -- acho que não tem nenhuma equipe que tenha 55 colaboradores -- e de estrutura, e de tudo que a gente tem de evento para atender nossos patrocinadores.

Então, a gente tem que usar essa estrutura para fazer algo ainda maior. Não existe ainda o plano, existem ideias, mas até as ideias se concretizarem, tem algum trabalho para fazer e temos que arregaçar as mangas e pôr a cabeça para funcionar, assim como a gente fez quando montou o projeto da Scuderia Bandeiras.

Rubens Barrichello, Átila Abreu e Christian Fittipaldi

Rubens Barrichello, Átila Abreu e Christian Fittipaldi

Foto de: Felpz

Falando do piloto Atila Abreu, como você vê seu futuro? 

O Átila, piloto, quando ele montou e fundou a Bandeiras, foi porque ele, como piloto, enxergava também algumas necessidades, algumas coisas que ele gostaria. Eu confesso que tocar a Bandeiras me tomou mais tempo e energia do que eu imaginei.

Por isso eu fui também contratando pessoas para essas posições, para que cada vez mais a Bandeiras dependesse menos do Átila. Eu até falo para o pessoal, acho que um projeto desse tamanho que ficou, eu já começo muito a pensar no legado que a Bandeiras deixa. Ela atinge diretamente 150 pessoas, os colaboradores que lá estão, seus familiares e tudo mais.

Então a gente passa a ter uma responsabilidade muito grande. O meu sonho, o meu objetivo é que esse projeto perdure por muito tempo, independente do Átila ou não. Trazer o Christian [Fittipaldi, chefe de equipe], trazer os profissionais, é para que todo mundo tenha o mesmo DNA, a mesma sintonia, e que esse projeto 'se toque por si só'.

É um trabalho de longo prazo, não é alguma coisa que você cria e acontece, a gente só tem  basicamente um ano de existência de corrida nas pistas, é uma coisa muito recente. Então, o Atila como piloto obviamente está louco, morrendo de vontade de acelerar, mas eu tenho que olhar pelas duas coisas, pela responsabilidade que eu tenho perante toda a equipe e pela minha vontade de acelerar. Esse ano com certeza eu devo fazer algumas corridas pontuais, devo ir me encaixando e ir conhecendo outras oportunidades para em 2027 me fixar em algum novo desafio.

As equipes da Stock Car, de ontem para hoje, vêm postando nas suas redes sociais o apoio à Vicar nesse caso. Você se sente isolado? Foi decepcionante essa reação dos times? 

Não, não foi, eu até esperava. Agora que eu saí, eu posso falar... Com o regulamento, do jeito que ele foi criado, ninguém pode falar nada. Se as equipes se opõem, elas serão multadas.

E o que acontece, na verdade, é que a maioria das equipes que estão hoje na Stock Car, são de pessoas muito trabalhadoras, que começaram no automobilismo, foram alçando voos e viraram donos de equipes. Mas esse é o grande negócio deles. É o negócio que gera o sustento da família deles e tudo mais.

Uma boa parte dessas equipes tem um financiamento alto desses carros. Que foi feito ali na época da Stock Car com o BRB (Banco de Brasília, ex-patrocinador-master da categoria e envolvido no caso do Banco Master). Você tem uma parcela alta que você tem que quitar, do financiamento.

Cada vez mais, as equipes sendo sufocadas pelo promotor, financeiramente, e você não pode falar. Se você falar, você toma multa. Então, as equipes estão em uma situação um pouco complexa.

Quando você vê que a própria carta de todo mundo é igualzinha, dá para entender de onde veio. Enfim, espero que, tomara, eles consigam mudar esse cenário. Porque eu tenho muitos amigos, muitos chefes de equipes, alguns em cujas equipes eu mesmo corri, criando uma relação de respeito e admiração... Alguns eu ajudei a criar a própria equipe e tudo, mas, até certo ponto, eu entendo eles. Mas o que mais me chama atenção são os comentários.

Quando você lê os comentários das postagens, acho que fica claro ali tudo o que está acontecendo. Eu tenho os documentos, eu tenho os argumentos. Então, para mim, fica muito fácil responder tudo isso para quem quiser saber a verdade.

Eu gosto de mostrar as coisas, eu gosto que as pessoas tirem as conclusões delas e, para isso, eu tenho os fatos. 

Enfim, é a opinião de cada um, cada um tem o direito de fazer aquilo que bem entender. Mas eu tenho meus valores, meus princípios e eu sei tudo o que está acontecendo. E as equipes sabem também.

É uma decisão deles, eles têm que tocar o negócio deles como acham que deve. Não cabe a mim gostar ou não gostar. 

RUSSELL VIVO? Saudades de Max X Hamilton, Bortoleto ZICADO, KIMI e suas histórias e + | FELIPE MOTTA

Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com:

 

ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!

Artigo anterior Após Scuderia Bandeiras deixar a Stock Car, equipes emitem nota conjunta em apoio à categoria
Próximo artigo ENTREVISTA: Lincoln nega versão de Átila sobre peças e diz que saída da Bandeiras da Stock Car foi premeditada

Principais comentários