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Stock Car: Barrichello entra na justiça contra Scuderia Bandeiras de Átila Abreu

Motorsport.com teve acesso ao processo movido pelo piloto, após equipe deixar a Stock Car no meio da temporada 2026

Rubens Barrichello e Átila Abreu

Rubens Barrichello entrou na Justiça contra a Scuderia Bandeiras e empresas ligadas à equipe, cobrando aproximadamente R$ 2,4 milhões, após a saída do time da Stock Car Pro Series em 2026. A ação tramita na 10ª Vara Cível da Comarca de Sorocaba, em São Paulo.

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O processo é uma ação de resolução contratual com pedido de cobrança e reparação por danos materiais e morais. Barrichello sustenta que foi contratado para disputar exclusivamente a temporada de 2026 pela Bandeiras, em um acordo que previa remuneração total de R$ 2 milhões, dividida em dez parcelas de R$ 200 mil, além de comissão sobre patrocínios provenientes do Grupo ALE.

A disputa surgiu depois que a Scuderia Bandeiras encerrou sua participação na Stock Car em 1º de julho, quando haviam sido realizadas cinco das 12 etapas previstas. Segundo a ação, Barrichello cumpriu suas obrigações até aquele momento e respeitou a cláusula de exclusividade, mas ficou sem carro e estrutura para continuar no campeonato após a decisão da equipe.

A Bandeiras deixou a categoria após uma série de desentendimentos envolvendo a Stock Car. Essa é a primeira vez que Barrichello fica sem um carro para competir na categoria desde sua entrada na Stock, em 2013. 

Na ação, os representantes de Barrichello argumentam que esses conflitos faziam parte da esfera empresarial da equipe e não poderiam ser transferidos ao piloto. O documento também afirma que uma parcela de R$ 200 mil, com vencimento em 15 de agosto, não foi paga. A cobrança inclui ainda as parcelas restantes do contrato e R$ 39 mil referentes ao saldo da comissão sobre o acordo de patrocínio com a ALE.

Outro ponto importante é a multa contratual. O acordo previa penalidade de R$ 2 milhões em caso de descumprimento injustificado de cláusula essencial, com redução proporcional ao período já cumprido. No processo, o valor pleiteado por esse item aparece calculado proporcionalmente, além das demais verbas cobradas. A ação também pede R$ 200 mil por danos morais e à imagem de Barrichello, levando o valor total atribuído à causa a R$ 2.405.666,67.

Barrichello também solicitou tutela de urgência para suspender imediatamente os efeitos da cláusula de exclusividade, deixando-o livre para prosseguir a carreira, além do pagamento dos valores previstos no contrato. Como medida cautelar, os autores ainda pedem o bloqueio de ativos financeiros das empresas rés até o limite do crédito discutido no processo.

O processo foi protocolado em 20 de agosto de 2026 e, conforme a documentação analisada, ainda está em andamento.

Após a reportagem, a Scuderia Bandeiras e o proprietário, Átila Abreu, se pronunciaram sobre o caso. Veja a declaração na íntegra:

"A Scuderia Bandeiras reforça que nunca se opôs à liberação de Rubens Barrichello para competir por outra equipe e mantém, inclusive, acima de qualquer divergência contratual, à disposição do piloto, a custo zero, o carro, carreta, estrutura, engenheiros e mecânicos para viabilizar a sua volta ao grid.

Destaca algo que sempre foi verdadeiro dentro da Scuderia Bandeiras: a admiração e o respeito por Rubens Barrichello. Rubens construiu uma das histórias mais importantes do automobilismo brasileiro e fez parte da história da nossa equipe.  As questões contratuais não apagam os momentos vividos, as conquistas compartilhadas e, muito menos, o respeito construído ao longo dessa caminhada.

A Scuderia Bandeiras espera que os pontos ainda existentes sejam solucionados em breve entre as partes.

E, independentemente dessas questões, o desejo continua sendo o mesmo:  ver Rubens fazendo aquilo que sempre fez tão bem, acelerando e disputando vitórias nas pistas, destaca Átila Abreu".

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