F1: STF derruba impedimento à audiência sobre Autódromo do Rio

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F1: STF derruba impedimento à audiência sobre Autódromo do Rio

Com isso, projeto para sediar GP do Brasil de F1 no RJ dá mais um passo para desbancar a candidatura de São Paulo

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli derrubou, nesta sexta-feira, liminar obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) que impedia a realização de audiência pública virtual sobre impactos ambientais que a construção do Autódromo do Rio pode gerar. A audiência é obrigatória para a liberação da construção do circuito, cujos idealizadores pretendem tornar sede do GP do Brasil de Fórmula 1.

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A confirmação do contrato entre a Prefeitura da capital fluminense e o consórcio Rio Motorsports, responsável pela obra, depende da aprovação de um estudo de impacto ambiental (EIA-Rima). O documento seria apresentado em março, em audiência pública, mas esta foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus. Uma nova audiência pública, virtual, chegou a ser marcada, mas também foi suspensa por decisão judicial.

O projeto enfrenta resistência de grupos ambientalistas e políticos contrários à utilização do terreno de Deodoro, cedido pelo Exército. Há questionamentos sobre as consequências da obra no ecossistema da Floresta do Camboatá, onde deve ser construir o circuito. A Rio Motorsports alega que compensará o impacto da construção com ações como o replantio de 700 mil árvores, a reutilização de água e políticas de neutralização de carbono.

Rio de Janeiro busca desbancar São Paulo como sede do GP do Brasil de F1

Desde o ano passado, as duas cidades travam uma disputa para receber a etapa brasileira da F1 no futuro. Embora a capital paulista já tenha um autódromo pronto e bastante popular, falta à 'candidatura' paulistana o aporte financeiro que os cariocas dizem ter.

Por mais que tenha contrato para mais um GP em 2020 - a realização da etapa ainda não está confirmada em função do coronavírus -, São Paulo tem o 'ônus' de de ser uma das duas provas da F1, junto de Mônaco, que não pagam taxa para a categoria para sediar uma corrida.

Os promotores da etapa de Interlagos querem uma renovação de longo prazo com a F1. Porém, enfrentam a concorrência fluminense, que tem exclusividade de negociação com a Liberty Media, dona da categoria, no presente momento. O Rio teria oferecido cerca de US$ 65 milhões (R$ 353 milhões). Já São Paulo teria feito proposta de US$ 20 milhões (R$ 109 milhões). Segundo o jornal Estadão, os cariocas estariam perto de desbancar os paulistas.

Presidente Bolsonaro quer F1 no Rio

O projeto de levar a F1 para o Rio tem forte apoio político do presidente. O mandatário é paulista, mas fez sua carreira política no Rio e um de seus filhos, Flávio Bolsonaro, é senador pelo estado. Outro herdeiro de Jair, Carlos Bolsonaro é vereador na capital. Todos já defenderam publicamente a construção do autódromo em Deodoro. A iniciativa também tem contrato para receber a MotoGP em 2022, mas as obras ainda parecem longe de começar.

De todo modo, a Secretaria de Esporte do Rio de Janeiro aprovou, em novembro, o projeto para a realização da prova por dez anos na na capital, autorizando captação de R$ 302 milhões em incentivos fiscais para o GP do Brasil de F1 em 2021 e 2022.

Seriam R$ 151 milhões por evento, mas, como o valor começará a ser pago antes, não haverá estouro do limite de R$ 138 milhões anuais previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O valor será investido para pagar parte da taxa à Liberty Media para a realização da prova.

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