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Primeiras Impressões: Jaguar I-Pace prova que os novos tempos podem ser divertidos

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Primeiras Impressões: Jaguar I-Pace prova que os novos tempos podem ser divertidos
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17 de mai de 2019 20:03

Crossover elétrico esbanja 400 cv, luxo, espaço e ainda tem autonomia para um bate-e-volta na praia

Crossover elétrico esbanja 400 cv, luxo, espaço e ainda tem autonomia para um bate-e-volta na praia

Há muita discussão em torno do futuro do automóvel, a começar pela sua forma de propulsão. Alguns defendem que o caminho é o híbrido, que usa o motor elétrico acoplado ao motor a combustão para reduzir consumo e emissões sem perder a autonomia. Já os mais ousados investem direto no 100% elétrico, como no caso da Jaguar. A marca inglesa tem no novo I-Pace a sua principal aposta dos últimos anos, um verdadeiro divisor de águas na história da empresa. 

 

Avaliação: Jaguar I-Pace (BR)

Crossover elétrico com dois motores, um em cada eixo, o I-Pace chega ao Brasil com diversos prêmios na bagagem, incluindo de Carro do Ano global, o melhor carro verde e o melhor design. Isso já dá uma boa ideia do que estamos prestes a conhecer, e mostra o comprometimento da JLR (Jaguar Land Rover) com o mercado nacional, já que o I-Pace é o primeiro modelo 100% elétrico de alto luxo à venda no país. O preço, claro, é para poucos, pois estamos falando de um Jaguar que traz as mais recentes tecnologias. Parte de R$ 437.000, mas as primeiras unidades virão com um pacote de opcionais que inclui teto panorâmico eletrocrômico, rodas aro 20" e um sistema que permite rodar alguns aplicativos de celular na multimídia, por R$ 449.150. 

Vamos então dar uma volta no futuro? Ou melhor, no novo presente?

 

O que é?

Feito a partir de uma folha em branco, o I-Pace nasce sobre uma plataforma exclusiva para ele, e já totalmente pensada para a eletrificação. O assoalho é quase todo dedicado a uma imensa bateria de íon de lítio com capacidade para 90 kWh, formada por 432 células. Ela é a responsável por resolver uma das preocupações principais dos elétricos, ao menos em parte: autonomia. A Jaguar divulga que, pelo método europeu (WLTP), o crossover é capaz de rodar até 470 km com uma carga. Na prática, a filial brasileira fez um teste interessante: saiu da capital paulista até Juquehy, no litoral norte do Estado (destino muito comum de fim de semana dos paulistanos) e voltou com apenas uma carga. Foram 312 km rodados, e ainda chegaram de volta à São Paulo com 19% de carga na bateria. 

Avaliação: Jaguar I-Pace (BR)

E olha que o I-Pace é um crossover esportivo, ou seja, não tem como prioridade economizar energia. Prova disso é que seus dois motores elétricos, um posicionado em cada eixo, rendem nada menos que 400 cv de potência e 71 kgfm de torque instantâneos. E não precisa de eixo cardã e nem de um câmbio com diversas marchas. Cada motor toca suas duas rodas, fazendo uma tração integral elétrica controlada eletronicamente. 

Mais uma coisa legal: sem necessidade de espaço para motor a combustão, sistema de escape e outros componentes, o I-Pace consegue ter uma carroceria dinâmica, eficiente e, ao mesmo tempo, espaçosa. Para se ter ideia, ele tem o centro de gravidade 13 cm mais baixo que o F-Pace, o SUV tradicional da Jaguar. Assim, consegue um perfil esguio que garante um coeficiente aerodinâmico (Cx) de apenas 0,29, o melhor da classe - embora ele esteja muito mais para um hatch bombado do que para um SUV. Crossover é mesmo a melhor definição para o I-Pace. 

Avaliação: Jaguar I-Pace (BR)
 
Avaliação: Jaguar I-Pace (BR)

A cabine encanta pelo desenho e acabamento refinado, com uma excelente posição de dirigir (mais baixa que em um SUV, mais alta que num sedã), um volante de ótima pegada e um console central vazado com amplo espaço para pertences. O câmbio de 1 marcha é acionado por botões físicos, enquanto a maioria dos comandos é feita por toques em telas, como no primo a combustão Range Rover Velar. São três telas no interior, sendo uma de 12" para o cluster (que muda o estilo conforme o modo de pilotagem), uma de 10" para a multimídia e uma de 5" somente para o sistema de ar-condicionado. Tudo isso se reflete num ambiente clean e refinado, como pede a nova tendência do luxo. 

Uma vez lá dentro, é impossível não reparar no enorme teto panorâmico de vidro, que surpreende por não ter forro. Como assim? O vidro é eletrocrômico, ou seja, escurece sozinho conforme a incidência solar. Também promete filtrar o calor, mas não impede que o vidro fique quente - o que certamente vai forçar o ar-condicionado, que vai forçar a bateria... O espaço é muito bom para até quatro ocupantes, com bancos confortáveis, e um grande porta-malas para 656 litros - mais um compartimento de 27 litros na frente. 

Avaliação: Jaguar I-Pace (BR)

Interessante também comentar uma sacada de design com objetivo dinâmico. Repare que, apesar de elétrico, o I-Pace tem a tradicional grade dianteira da marca, de grandes dimensões. A parte superior dela é aberta e suga o ar que depois sai por um extrator no capô, melhorando o fluxo de ar sobre a carroceria e ainda criando downforce na dianteira. Bacana, não? Hora de acelerar. 

Como anda?

Exceto pelos motores elétricos, o I-Pace tem uma configuração de esportivo tradicional. A divisão de peso é equilibrada entre os eixos (50/50), a suspensão é independente nos dois eixos (double wishbone na dianteira e multibraços na traseira) e os freios a disco ventilados são de grandes dimensões (350 mm na dianteira e 325 mm na traseira). Você ainda pode escolher alguns comportamentos do carro, como o sistema creep (se ele sai andando ao se soltar o freio, como num automático a combustão), o freio motor (na verdade o freio regenerativo) e até o ronco do motor. Como assim ronco? A Jaguar preparou um som bem legal para ecoar na cabine enquanto você acelera, para dar emoção. Mas você também pode optar pelo silêncio total. 

Avaliação: Jaguar I-Pace (BR)

Comecei minhas voltas pelo autódromo Velo Città no modo normal para sentir a resposta do motor elétrico. E ela é forte, amplificada pelo torque instantâneo. Então a tocada acaba sendo diferente de um carro a combustão. Não há marcha para reduzir e ajudar a entrar mais confiante nas curvas, apenas o "freio motor" que ajuda a conter a velocidade junto com os freios. Na verdade esse recurso é mais útil na cidade, uma vez que permite que você quase não use o pedal do freio. É só desacelerar que o carro já vai parando. 

Logo nas primeiras curvas deu para notar como o I-Pace é equilibrado. Embora ele seja pesado (2.208 kg), a frente é bastante precisa e não arrasta mesmo em velocidades acima da ideal. Graças ao conjunto de baterias no assoalho, o peso do carro fica lá em baixo, e isso contribui para uma rolagem mínima da carroceria. A direção também é precisa e, embora não seja das mais comunicativas, permite perceber o quanto os pneus estão desgarrando. 

Avaliação: Jaguar I-Pace (BR)

Nas voltas seguintes abusei mais. Coloquei no modo Dynamic de condução e a resposta do acelerador ficou ainda mais séria - pancada na nuca mesmo. A Jaguar fala numa aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 4,8 segundos, com máxima de 200 km/h, e não tenho porque duvidar desses números. Entrando nas curvas com mais vontade, percebi que o I-Pace escorrega de lado, até com alguma saidinha da traseira para apimentar a condução. Também curti os freios, que ao menos na pista não se mostraram do tipo "liga-desliga" como na maioria dos carros eletrificados, além de terem uma pegada forte para conter as 2,2 toneladas vindo embaladas. 

Ah, e o ronco... É algo simulado, claro, mas parece uma versão supersônica do carrinho do Jetsons. Eu gostei, e imagino que pegar uma estrada passando os outros carros com esse barulho deve realmente dar a ideia de que o futuro chegou. E ele é divertido, felizmente. 

Quanto custa?

Falei o preço lá no começo para não empolgar com o carro e desanimar com os valores. Mas o fato é que a tecnologia custa caro, e mais ainda quando ela vem embalada pela Jaguar. O I-Pace de R$ 450 mil não custaria muito menos que isso se tivesse motor a combustão, por conta de seu acabamento, potência e equipamentos. O pacote de itens de série inclui piloto automático adaptativo, assistente de ponto cego e auxílio de estacionamento 360 graus, além da multimídia com Apple Car Play e Android Auto. Uma funcionalidade bacana do sistema é o GPS que mostra o raio de alcance da bateria, ou seja, indica até onde dá para ir antes de carregar. 

Avaliação: Jaguar I-Pace (BR)

E por falar em carregar, o I-Pace vem de fábrica com um carregador padrão de 7 kW, pensado para deixar o carro carregando à noite: ele é capaz de 100% de carga em 12,9 horas numa tomada 220V. Como acessório, no entanto, a Jaguar vai oferecer um carregador rápido para residências, além de um carregador de corrente contínua em suas concessionárias e pontos de recarga específicos. Com capacidade de 100 kWh, retoma 80% da bateria em apenas 40 minutos. 

Em termos de pós-venda, o I-Pace tem garantia de 5 anos e todas as revisões desse período já incluídas no preço do carro, além da assistência 24h da marca. Para a bateria, a garantia é de 8 anos ou 160 mil km, sendo que ao final do período a marca garante no mínimo 70% de capacidade de recarga. 

Em resumo, o futuro está aí batendo à nossa porta. Pena que no começo seja apenas para poucos abonados. 

Fotos: divulgação 

Ficha Técnica - Jaguar I-Pace

MOTOR dois motores elétricos permanentes, um por eixo; bateria de 90 kWh
POTÊNCIA/TORQUE

400 cv combinados; 71 kgfm combinados

TRANSMISSÃO Transmissão de marcha única, tração integral elétrica
SUSPENSÃO independente Double Wishbone na dianteira e multilink na traseira
RODAS E PNEUS liga-leve aro 20" com pneus 245/50 R20
FREIOS discos ventilados nas quatro rodas (350 mm e 325 mm respectivamente), com ABS e ESP
PESO 2.208 kg em ordem de marcha
DIMENSÕES comprimento 4.682 mm, largura 2.011 mm, altura 1.565 mm, entre-eixos 2.990 mm
CAPACIDADES porta-malas 656 litros (+ 27 litros na dianteira)
PREÇO  R$ 437.000
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Categoria Automotivo
Autor Daniel Messeder