Domenicali não vê racismo na F1 e quer conversar com pilotos sobre manifestações

Novo CEO da F1 acredita que o multiculturalismo está crescendo na categoria e que isso é um valor e um ativo

Domenicali não vê racismo na F1 e quer conversar com pilotos sobre manifestações
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Após um 2020 onde as manifestações antirracismo e pela igualdade e no esporte foram um tema importante, muitos fãs querem saber se a Fórmula 1 manterá essa luta em 2021. O novo CEO da categoria, Stefano Domenicali, afirmou que a categoria quer melhorar suas políticas de diversidade e inclusão, mas não acredita que exista um problema de racismo na F1, por conta de sua expansão histórica para outras partes do mundo, aumentando o multiculturalismo.

Domenicali está a caminho do Bahrein onde acontece neste final de semana a pré-temporada da F1, mas as atividades de pista não são os únicos compromissos do CEO nos próximos dias. O italiano ainda vai se reunir com os pilotos, para discutir as manifestações antirracismo e a campanha pela diversidade e inclusão.

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Um dos principais assuntos dessa reunião é a manutenção da campanha de diversidade na categoria para este ano. Em 2020, a voz ativa de Lewis Hamilton foi fundamental para a introdução de algumas novidades na F1, como a criação da campanha #WeRaceAsOne (Corremos como um) e a manifestação antirracismo antes do início dos GPs, onde Hamilton e mais da metade do grid ajoelhava, um gesto simbólico da luta por igualdade.

Apesar de já falar sobre racismo e desigualdade anteriormente, a morte de George Floyd nos Estados Unidos fez com que o heptacampeão ganhasse uma nova motivação, que o tornou uma das vozes mais ativas no mundo do esporte.

Hamilton lançou ainda sua própria iniciativa do tipo: a Comissão Hamilton, em parceria com a Academia Real de Engenharia do Reino Unido, que busca entender os obstáculos que negros e pessoas de outras etnias enfrentam para entrar no esporte em áreas de engenharia, ciência, tecnologia e matemática. Em 2021, o heptacampeão e a Mercedes ainda lançarão uma ONG em conjunto para lidar com a falta de inclusão e diversidade no esporte.

Em entrevista ao Daily Mail, Domenicali foi perguntado se achava que a F1 tinha um problema com o racismo.

"Não vejo desse jeito", disse. "Pelo menos não vejo isso a partir da minha experiência pessoal. Na verdade, vejo de outro modo. A Fórmula 1 começou em certas partes do mundo, Europa, mas acabou crescendo para outras regiões e o multiculturalismo está crescendo. Esse aumento é um valor, um ativo".

"Quando entrei na Ferrari em 1991, éramos 99,9% italianos. Aí começamos a receber pessoas do Reino Unido, França, Japão, Suíça, Alemanha, mudando em termos de cultura e etnias, oferecendo uma possibilidade incrível de conhecer pessoas diferentes".

Sobre a reunião com os pilotos, Domenicali afirmou que o ato de ajoelhar antes das corridas estará na pauta, mas que as discussões devem ir além.

"Ajoelhar ou não, essas coisas têm significados diferentes dependendo de onde você está no mundo. São gestos importantes, que precisam ser respeitosos às sensibilidades de todos, e que precisam ser apoiados em ações com contextos credíveis".

"Quero discutir o ajoelhar com os pilotos. Não queremos focar em um gesto único. Há uma grande plataforma antes das corridas, mas não queremos maximizar em um modo político. Queremos destacar os valores que são importantes para o mundo e a Fórmula 1".

Domenicali ainda falou sobre essas outras ações que a F1 quer introduzir para melhorar a diversidade e a inclusão no esporte.

"Queremos montar bolsas de estudos para ajudar as pessoas que não conseguem bancar uma certa formação para entrar na Fórmula 1, garantindo acessibilidade a todos. Queremos também trazer mais mulheres para as posições importantes da organização".

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