F1: Após críticas à punição "branda" de Hamilton, Masi diz que penalizações não devem considerar consequências de incidentes

Diretor de provas da F1 diz que isso foi acordado há muitos anos com F1, FIA e chefes de equipe, defendendo a independência dos comissários

F1: Após críticas à punição "branda" de Hamilton, Masi diz que penalizações não devem considerar consequências de incidentes

Para muitos, a punição de dez segundos que Lewis Hamilton tomou pelo toque com Max Verstappen no GP da Grã-Bretanha não reflete a gravidade do acidente, sendo muito branda. Mas o diretor de provas da Fórmula 1, Michael Masi, defendeu que um princípio fundamental do trabalho dos comissários é não levar em consideração a consequência de um acidente na hora de distribuir punições.

Para a frustração de Verstappen e da Red Bull, Hamilton conseguiu contornar a punição e vencer a corrida, passando Charles Leclerc a duas voltas do fim, reduzindo drasticamente a vantagem dos rivais no Mundial.

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Masi destacou que os comissários não podem levar em consideração o fato de que Verstappen abandonou e que Hamilton continuou na prova, nem qualquer impacto na luta pelo título. Ele também reforçou que os chefes de equipe estiveram presentes na discussão e concordaram quando foi sugerido que esse é o melhor caminho a ser tomado.

"Acho que uma das coisas principais é que esse é um padrão usado há muitos, muitos anos. E isso veio através de discussões antes do meu tempo, com todas as equipes, a FIA e a F1, e os chefes foram bem claros, que as consequências de um incidente não podem ser consideradas".

"Então quando eles julgam um incidente, eles analisam apenas o próprio incidente e seus méritos, não o que acontece depois e suas consequências. E isso é algo que os comissários fazem há muitos anos".

"E isso foi recomendado de todos os lados. Estou falando de envolvimento das equipes e mais. Então esse é o modo que os comissários julgam, porque se levarmos em consideração as consequências, há muitas variáveis, em vez de apenas julgar os méritos do incidente".

A direção da Red Bull deixou claro que, para eles, Hamilton teve uma punição branda, com Helmut Marko pedindo que o britânico seja suspenso por uma corrida.

Perguntado sobre as reclamações da equipe austríaca, Masi disse: "Eu acho que se você olhar com essa base, você nunca vai encontrar uma punição que cubra algo do tipo".

"Se você olhar para aquela circunstância em particular, é por isso que volto há alguns anos, quando as equipes e seus chefes tomaram uma decisão clara de que eles não querem que as consequências sejam levadas em consideração. Eles quiseram que isso fosse analisado com base no incidente".

"Eu entendo completamente essa perspectiva e acho que essa é a visão geral que existe entre os comissários, de não olhar as consequências".

Masi disse que não vê necessidade dos comissários explicarem em detalhes suas decisões ao público.

Perguntado sobre uma comparação com a situação que o futebol vive atualmente com o VAR, ele disse que o processo é bem mais complexo.

"Acho que você tem vários analistas de TV por aí com muita experiência, ex-pilotos, que colocarão sua perspectiva. E os comissários olham para absolutamente tudo que eles têm a disposição".

"E diferente de um processo de VAR, que é feito em menos de 30 segundos, no máximo um minuto, os comissários são instruídos a levar o tempo necessário para avaliar qualquer elemento possível do incidente em questão".

"Então, por esse ponto de vista, os comissários precisam seguir como um judiciário independente. E não acho que eles devem ser pressionados. Eles precisam tomar o tempo necessário para analisar tudo com base nos méritos".

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