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Nürburgring pede taxa menor para continuar na Fórmula 1

Políticos da região de Rheinland-Pfalz não querem mais pagar taxa de R$ 45 milhões cobrada por Bernie Ecclestone

Prova deste domingo pode ter sido a última da F-1 no circuito. Contrato atual termina neste ano

Se depender de quem paga a conta, o circuito de Nürburgring terá sediado uma corrida de Fórmula 1 pela última vez no domingo. Os políticos de Rheinland-Pfalz, estado alemão onde fica o tradicional circuito, já deixaram claro que não querem mais pagar as taxas absurdas cobradas por Bernie Ecclestone para a realização do evento. O preço que sai a cada dois anos dos cofres do contribuinte da região é de 20 milhões de Euros (cerca de R$ 45 milhões). A prova se alterna como sede do GP da Alemanha com Hockenheim.

“Estas condições levam a um prejuízo alto e que não podemos mais aceitar. A Fórmula 1 em Nürburgring só vai continuar quando existir um contrato com regras plausíveis tanto do ponto de vista econômico quanto político”, destacou no último final de semana em Nürburgring o diretor-geral do circuito, Jörg Lindner. O contrato atual da pista com Ecclestone se encerra neste ano.

A possibilidade de perder um lugar com tanta tradição - o traçado original existe desde 1927 - assusta alguns personagens do paddock. “Significa muito para mim pilotar aqui, especialmente pela história do lugar. Seria uma grande pena se perdêssemos essa corrida”, disse o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull.

As chances de um novo acordo mais favorável à economia local são muito pequenas, ainda mais com tantas pistas prontas para entrar no calendário como Austin (Estados Unidos, em 2013) e Sochi (Rússia, em 2014).

Dentre os alemães que lamentam a possibilidade de Nürburgring deixar a Fórmula 1, existem algumas vozes pragmáticas, como a de Norbert Haug, da Mercedes. “Valem as leis do mercado, mesmo que desejássemos voltar a correr aqui no futuro”, afirmou.

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