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"A Mercedes não deveria temer a concorrência", cutuca rival

Dominadores da temporada barram mudança no regulamento, mas Ferrari e Red Bull tentam fazê-los voltar atrás

A mais última lavada dos carros equipados com motores Mercedes, que ocuparam as cinco primeiras posições no GP da Rússia, no último domingo, inflamou ainda mais o desejo das rivais em derrubar o congelamento do desenvolvimento das unidades de potência no ano que vem.

A medida chegou a ser aprovada em caráter preliminar há cerca de três semanas, mas a montadora alemã mudou de ideia, como explicou o chefe da Ferrari, Marco Mattiacci, ao TotalRace.

[publicidade] “Basicamente, a maioria apoiou a ideia de derrubar o congelamento do desenvolvimento de motores a partir do ano que vem, mas agora temos de ir para a Comissão de F-1. Tivemos uma primeira reunião em Cingapura, na qual essa mudança teve aprovação unânime mas, infelizmente, a Mercedes mudou de ideia duas semanas depois e temos de entender o porquê.”

A mudança de opinião significa que a Mercedes ainda pode barrar a alteração no regulamento. As rivais souberam que os alemães tinham voltado atrás na reunião do Grupo de Estratégia. Porém, nessa instância eles não conseguem barrar a proposta. Na Comissão de F-1, por outro lado, é necessária unanimidade para aprová-la.

Com isso, as rivais, como a Red Bull, que usa os motores Renault, pressionam os alemães para que recuem. “A imaturidade dessa tecnologia [dos motores] é clara, e acho que a Mercedes não deveria temer a concorrência. Eles estão fazendo um grande trabalho e acho que é saudável para a Fórmula 1 que Ferrari, Honda e Renault tenham a possibilidade de diminuir a distância, caso contrário ficaremos estagnados”, reclamou o chefe dos tetracampeões mundiais, Christian Horner.

“Acho que é uma questão maior do que as equipes. É em relação ao que é melhor para o esporte, para os fãs. É fácil defender seus interesses, mas quando você olha para o que é melhor para a Fórmula 1, acho que é ter competição.” 
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