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Alonso, sobre chances na Mercedes: “Não descarto nada”

Espanhol reforça dificuldades enfrentadas pela McLaren e diz que não teria problema algum em voltar a ser companheiro de equipe de Hamilton: “Nos respeitamos”

Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren MCL32
Fernando Alonso, McLaren MCL32
Fernando Alonso, McLaren MCL32, makes a pit stop
Fernando Alonso, McLaren MCL32, leads Nico Hulkenberg, Renault Sport F1 Team RS17, and Esteban Ocon, Force India VJM10
Fernando Alonso, McLaren MCL32, leads Esteban Ocon, Force India VJM10
Fernando Alonso, McLaren MCL32
Fernando Alonso, McLaren MCL32, leads Nico Hulkenberg, Renault Sport F1 Team RS17
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren MCL32

Com a expectativa de mais um fim de semana difícil durante o GP da China, Fernando Alonso evitou descartar a possibilidade de se transferir para a Mercedes para a temporada de 2018 da F1.

O espanhol, que vem enfrentando diversos problemas neste início de ano com o conjunto McLaren-Honda, insistiu que seu futuro está totalmente em aberto após o término da atual campanha, quando também chega ao fim seu contrato com a equipe inglesa.

Questionado nesta quinta-feira (6), em Xangai, se cogita a ida à Mercedes no lugar de Valtteri Bottas, cujo acordo também é válido até o fim de 2017, Alonso respondeu: “Não tenho nada a dizer agora. É uma questão para o futuro. Não descarto nada na vida”, disse.

Caso vá à Mercedes, Alonso provavelmente seria companheiro de equipe de Lewis Hamilton, com quem já protagonizou uma parceria turbulenta há dez anos. Mesmo que os dois tenham tido uma rivalidade ferrenha nos tempos de McLaren, o bicampeão nega que haveria problemas de sua parte em reeditar a dupla.

Não tenho problema algum com Lewis. Na verdade, como eu venho repetindo desde 2007, nós nos respeitamos muito e os problemas que tivemos naquele ano aconteceram porque a equipe não administrou a situação corretamente”, explicou.

Fim de semana difícil na China

Alonso reforçou que seu prognóstico para o GP da China deste fim de semana não é dos mais otimistas. Segundo ele, as longas retas do circuito de Xangai devem evidenciar o ponto fraco de seu carro, que, segundo ele, é justamente a unidade de potência da Honda.

“Definitivamente, temos que estar prontos para uma corrida difícil. É difícil prever, porque há corridas em que temos muitas expectativas e acabamos não entregando no domingo. E há o contrário, quando parece difícil no papel e tudo vai bem. Vamos esperar e ver. Não acho que estamos devendo na entrega de energia em comparação à concorrência. É apenas menos potência. Passamos muito mais tempo nas retas do que o resto”, comentou, pouco antes de dar mais detalhes de suas dificuldades.

“Na Austrália, foi um recorde para nós em termos de economia de combustível. Será difícil neste ano enquanto o motor não progredir. Não é só potência, mas também outras coisas: confiabilidade, economia de gasolina, o que causa implicações na pilotagem. Não podemos guiar normalmente porque temos que estabelecer nossa tocada em torno do motor”, listou.

Contudo, mesmo desanimado com a situação da McLaren, Alonso negou os rumores de que poderia abandonar a equipe antes do fim da atual temporada.

“Prefiro estar aqui do que em um supermercado lá na minha cidade”, brincou. “Definitivamente [o rumor] não é verdade. Eu ouvi isso de fora, de comentários de outras pessoas, inclusive na Espanha. Mas estou mais bem preparado que nunca, rendendo o meu melhor. A equipe não está muito competitiva agora, isso é verdade, e não há nada que possamos fazer de um dia para o outro. Ao mesmo tempo, a equipe também espera um trabalho extra da minha parte, um resultado a mais, como fizemos na Austrália”, disse o espanhol, que chegou a ocupar a zona de pontuação da corrida em Melbourne, mas abandonou.

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