Aumento de downforce volta a ser discutido para 2017

Planos de mudanças radicais na aerodinâmica para 2017 voltam às discussões do Grupo de Estratégia da Fórmula 1, após aparentemente terem sido descartadas em encontros anteriores

Aumento de downforce volta a ser discutido para 2017
Christian Horner, Red Bull Racing Team Principal com Adrian Newey, Red Bull Racing Chief Technical Officer
Jean Todt, FIA President on the grid
Bernie Ecclestone, on the grid
Pirelli technicians
Bernie Ecclestone
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O aumento significativo da pressão aerodinâmica dos carros de Fórmula 1, uma das principais ideias quando se iniciaram as conversas para as mudanças nas regras para 2017, parecia descartado após as últimas reuniões do Grupo de Estratégia da categoria. Parece, no entanto, que o jogo virou e o tema volta à mesa de discussões.

A líder do movimento por mudanças mais significativas é a Red Bull, que gostaria de ver um aumento do downforce que incluísse um difusor traseiro maior. No entanto, a Mercedes foi a principal opositora, alegando ter feito um estudo que indicou que os tempos de volta seriam mais lentos pelo fato de que a Pirelli seria obrigada a aumentar a pressão dos pneus e isso reduziria a aderência nas curvas.

O pacote menos radical, sem o difusor desejado pela Red Bull, foi colocado em votação. No entanto, as equipes não chegaram a um consenso - embora um meio termo, proposto pela McLaren, tenha obtido certa dose de apoio.

Nos últimos dias, entretanto, o pacote de mudanças proposto pela Red Bull voltou a ganhar força e fontes disseram ao Motorsport.com que tanto Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da F1, quanto jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), querem que tais medidas seja aprovadas.

Até 29 de março, se houver maioria as mudanças serão aprovadas. Ecclestone e Todt precisam, portanto, impulsionar a ideia. De 1º de março para frente, as regras para 2017 só serão aprovadas se houver unanimidade.

Horner: "Se as conversas se estenderem até março, esqueça"

“É uma grande oportunidade para a F1 consolidar as regras para 2017, será uma pena se esta chance se perder, todos ficarão desapontados. É a chance de consolidar o que foi apresentado há cerca de um ano - carros mais desafiadores, para que assim vejamos os pilotos mais talentosos se sobressaindo", disse Christian Horner, chefe da Red Bull.

Horner ressaltou que as atuações de Ecclestone e Todt serão fundamentais. "O que me preocupa é que cada equipe possui interesses próprios. Precisamos de um comando firme para que isso siga em frente. Se as conversas se estenderem até março, esqueça", afirmou.

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