F1: Chefes de Red Bull e Mercedes trocam farpas em coletiva no Catar

Horner disse que "algo está acontecendo" a respeito da legalidade dos carros da equipe alemã e foi respondido por Wolff, que ofereceu peças dos veículos

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A guerra nos bastidores entre Mercedes e Red Bull retornou mais quente do que nunca após o GP de São Paulo de Fórmula 1, com discussões dentro da pista e, principalmente, fora dela. A equipe austríaca desconfia da legalidade da asa traseira da montadora alemã, que ofereceu a peça de 'presente' a Milton Keynes, sede da rival, para que eles mesmos a avaliem.

Na coletiva de imprensa da etapa do Catar, os chefes das escuderias Christian Horner e Toto Wolff protagonizaram momentos de tensão, onde questionaram a legalidade dos carros um do outro, com o primeiro falando que era "claro que algo está acontecendo" e ser respondido com ironia pelo colega de paddock.

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"Se eu protestaria? Absolutamente", disse Horner quando questionado sobre uma possível contestação ao carro da Mercedes. "Se acreditamos que o carro não segue o regulamento, vamos fazer isso. A velocidade de reta que vimos no México e no Brasil não é algo normal, todos viram."

"Sim, um novo motor trouxe um aumento de performance, mas quando a diferença é de 27 km/h e você vê as marcas na placa da asa traseira... é muito claro para nós o que está acontecendo. Logicamente, depende da FIA dizer se é legal ou não."

"Sei que a Mercedes prestou muita atenção em nosso carro ao longo do ano e obviamente fazemos o mesmo. Os riscos são altos, há muito em jogo. E, como disse, queremos garantir que tudo seja nivelado."

Wolff, por sua vez, debochou da desconfiança de Horner, reiterou que a F1 já olhou a peça diversas vezes e que a RBR pode checar em sua fábrica se ainda tiver dúvidas.

"Acho que essa asa em particular foi revisada pela FIA umas 14 vezes, eles têm todos os desenhos", comentou. "Não há nada que a Red Bull espera lá. Ficaríamos felizes em cortar e enviar uma para Milton Keynes."

Horner questionou Wolff em seguida: "Então como você explica as marcas na asa traseira?". O austríaco respondeu: "Acredito que estejam dentro do permitido. Portanto, é ok".

"Acho que ninguém apareceria na pista com um motor ou uma asa traseira ilegal", seguiu o chefe da Mercedes. "O mundo é transparente demais para isso. E você ficaria incomodado se tomar decisões que são ilegais em uma equipe com visibilidade tão grande".

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