F1 - Wolff: O ideal teria sido parar Hamilton junto com os demais na Turquia

Chefe da Mercedes ainda rasgou elogios à prova "absolutamente dominante" de Bottas

F1 - Wolff: O ideal teria sido parar Hamilton junto com os demais na Turquia
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Toto Wolff lamentou o que ele considerou uma decisão errada com relação à parada de Lewis Hamilton no GP da Turquia de Fórmula 1. Apesar de defender o caminho seguido no calor da corrida, o chefe da Mercedes afirmou que, em uma análise após o fim da corrida, o heptacampeão deveria ser levado aos boxes mais cedo.

Hamilton insistiu em seguir na pista enquanto os rivais paravam para colocar um novo jogo de intermediários, entrando nos boxes apenas a sete voltas do fim. Com isso, o heptacampeão caiu de terceiro para quinto e foi pressionado por Pierre Gasly no final.

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Com isso, ele sai da Turquia seis pontos atrás de Max Verstappen no Mundial de Pilotos, com 159 ainda em jogo.

Em entrevista após a corrida, Wolff analisou o dilema enfrentado pela Mercedes com relação à parada de Hamilton.

"É interessante, porque o intermediário obviamente parecia assustador, mas pensávamos que seria possível segurar na pista e terminar em terceiro sem parar ou se surgisse um trilho seco, talvez até arriscando um macio no fim".

"Então tivemos que balancear isso entre parar, fazer uma luta conservadora na pista com Leclerc e Pérez na pista pela terceira posição, ou arriscar, podendo vencer ou terminar em terceiro. E aí vimos Leclerc perdendo rendimento e Lewis também começou a cair, então ficou claro que ele não aguentaria até o fim".

Questionado se a decisão de não parar seria melhor do que a tomada, Wolff concordou, mas defendeu o caminho tomado.

"Teria sido melhor do que o que tivemos no final mas, novamente, foi algo medido e, obviamente, se você está no carro, ele não notou o quanto estava perdendo no tempo de volta, e não viu Leclerc na mesma. Ficou claro que, se ele tivesse ficado na pista, teria perdido para Gasly em qualquer situação".

"Ele achava que o carro ainda estava bom, mas ele estava 1s5 mais alto, teria perdido a posição de qualquer jeito. Temos muito a debater aqui e no voo, mas é claro que tínhamos uma quantidade limitada de informação e, no geral, acho que valeria a tentativa hoje".

Wolff ainda explicou qual seria, em sua opinião, a decisão correta para ser tomada com relação a Hamilton.

"O ideal teria sido uma abordagem conservadora, parando quando todos pararam para colocar intermediários novos, voltando atrás de Pérez, talvez Leclerc, e aí lutar com eles na pista pela terceira posição. Essa teria sido a correta, mas só agora vendo após a prova".

Questionado se o resultado deste domingo pode ser considerado uma limitação de danos para a Mercedes, Wolff respondeu:

"Acho que há sempre a visão absoluta e a relativa. E a relativa é que, na última corrida, a Red Bull ficou feliz ao perder apenas sete pontos com a punição no grid. Hoje perdemos oito, então não é o fim do mundo".

"O ponto de vista absoluto é que poderíamos ter feito mais três, quatro ou cinco pontos mas, no geral, está ok. Tem sido um campeonato muito aberto".

Sobre Valtteri Bottas, Wolff disse que o finlandês teve uma "prova absolutamente dominante desde o começo, mantendo tudo sobre controle, no ritmo e no gerenciamento de pneus" e, quando questionado sobre a irregularidade do piloto, ele brincou.

"Você precisa me explicar o que acontece no cérebro de pilotos de corrida, porque desisti de entendê-los há muitos anos".

F1 AO VIVO: Veja o debate sobre o GP da TURQUIA, com análises de CHRISTIAN FITTIPALDI e FELIPE MOTTA

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