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Tufão Hagibis ameaça as atividades do GP do Japão de Fórmula 1

Fenômeno meteorológico deve aparecer com maior intensidade sobre Suzuka no sábado, dia do treino classificatório

Nico Rosberg, da Mercedes AMG F1 W05, lidera a corrida atrás do Safety Car

A previsão do tempo para o fim de semana do GP do Japão de Fórmula 1, em Suzuka, não é das mais tranquilas. É provável que haja a passagem de um tufão na região do autódromo no sábado, dia do treino classificatório, ou no próprio domingo, dia da corrida.

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A medida que a semana avança, aumentam as chances de que o Hagibis possa marcar presença no GP. O tufão já atinge o grau 4 (com velocidade de vento entre 210 e 251 km/h) na escala Saffir-Simpson, que mede a força de ciclones tropicais como tufões e furacões. O nível mais alto dessa escala é o 5, que o Hagibis pode atingir se a velocidade do vento aumentar acima de 252 km/h.

 

De acordo com o modelo do meteorólogo austríaco Steffen Dietz, que trabalhou na F1, a probabilidade de que o tufão impacte Suzuka durante o GP é elevada. Entretanto, ainda não se pode saber com qual precisão o impacto se dará.

 

A tendência é que o tufão vá se enfraquecendo a medida que se aproxima da costa japonesa, mas ainda será poderoso. Os modelos estudados dão maior probabilidade de o Hagibis chegar a Suzuka no sábado, com chuvas e ventos muito fortes. Caso isso aconteça, o treino classificatório pode acontecer na manhã de domingo anteriormente à corrida, como já ocorreu nos GPs das temporadas 2004 e 2010. 

GALERIA: Curiosidades do GP do Japão, marcado pelos três títulos de Ayrton Senna

Esta será a 35ª edição do GP do Japão de F1. No mundial desde 1976, foram realizadas 30 corridas em Suzuka e quatro em Fuji. Mario Andretti, de Lotus, foi o primeiro vencedor.
E foi nesta edição, em Fuji, que aconteceu a famosa prova que deu o título mundial a James Hunt, com o abandono de Niki Lauda, sob muita chuva. O episódio foi retratado brilhantemente no filme
Suzuka é a única pista de todo o calendário da F1 com a primeira metade no sentido anti-horário e a segunda no sentido horário.
Em 30 edições, o GP do Japão em Suzuka foi vencido pelo pole position em 16 delas.
Michael Schumacher é o maior vencedor do GP do Japão, com seis triunfos: 1995, 1997, 2000, 2001, 2002 e 2004.
Mas Lewis Hamilton pode igualar o feito do alemão neste ano, já que possui cinco vitórias: 2007, 2014, 2015, 2017 e 2018.
A McLaren é a equipe que mais venceu no Japão, com nove vitórias, mas a Mercedes venceu em todas as edições desde o início da era híbrida da F1.
Ayrton Senna é o brasileiro com mais vitórias no país, vencendo em 1988 e 1993. Nelson Piquet ganhou em 1990 e Rubens Barrichello em 2003.
Durante muito tempo o GP do Japão era a penúltima etapa da temporada da F1, por isso acabou sendo palco de 12 decisões de título. A primeira com James Hunt, em 1976, e a última em 2011, com Sebastian Vettel, já com a corrida em Suzuka não sendo mais a penúltima daquele ano.
Em uma delas, em 1989, aconteceu um dos mais polêmicos finais de campeonato, com Ayrton Senna e Alain Prost batendo, com o francês abandonando e o brasileiro conseguindo voltar, para vencer. Logo em seguida, Senna foi desclassificado, com o título caindo no colo de Prost.
Mas Suzuka viu os três campeonatos de Ayrton Senna serem decididos lá.
Em 1988...
1990 (no 'troco' sobre Prost)
E 1991.
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