Após polêmica, Jordá se explica: “Não quis desencorajar”

A piloto espanhola Carmen Jordá se explicou após uma declaração que gerou polêmica no início da semana, esclarecendo que não teve a intenção de desencorajar mulheres a competir no automobilismo.

Após polêmica, Jordá se explica: “Não quis desencorajar”
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Antiga representante da Lotus na F1, onde ocupava o posto de piloto de desenvolvimento, Jordá testou recentemente um carro da Fórmula E. Após a experiência, ela disse que o modelo elétrico é “mais fácil” fisicamente para as mulheres do que veículos como F2 e F1.

Muitas representantes de categorias do automobilismo mundo afora expressaram seu descontentamento com a posição da espanhola. A controvérsia ganhou ainda mais corpo pelo fato de Jordá ser membro da Comissão de Mulheres no automobilismo da FIA e defender a ideia de que deveria haver uma categoria específica para as competidoras femininas.

Sendo assim, Jordá publicou um comunicado em que explicou melhor o episódio e esclareceu seu real posicionamento sobre o assunto. Confira abaixo:

“No sábado, depois de testar o carro de Fórmula E, falei com vários jornalistas sobre a experiência. Durante uma entrevista, me pediram para comparar a pilotagem da Fórmula E com a F1, e, especificamente, se o Fórmula E é mais fácil para as mulheres competirem do que a F1.

Tendo alguma experiência com ambos os carros, dei minha opinião pessoal que o carro da Fórmula E apresenta um desafio físico menor do que a F1 devido à pressão aerodinâmica menor.

Também disse que há um ‘problema físico’ para mulheres na F1, algo que gerou um debate considerável nos últimos dias – incluindo de muitas mulheres de destaque em nosso esporte. Eu gostaria de agradecer a todos por terem dado suas opiniões, e respeito suas visões. Lamento se meus comentários pareceram falar por todas as mulheres e que tenha criado tanta confusão, já que eu estava refletindo apenas com minha experiência pessoal.

Nunca tive a intenção de desencorajar outras mulheres a competir no topo de nosso esporte, ou dizer que elas não conseguem fisicamente. Meu comentário foi uma resposta a uma pergunta direta, que dizia: ‘Você acha que a Fórmula E seria mais fácil para as mulheres?’

Como membro da Comissão de Mulheres no Automobilismo da FIA, estou comprometida a encorajar mais mulheres a se envolverem em nosso esporte, dentro e fora da pista, e celebrar aquelas que estão conquistando grandes resultados.

Assim, gostaria de dar meus parabéns à Tatiana Calderón, que foi anunciada como piloto de testes da Sauber na F1. Espero que ela possa ser a primeira mulher em 41 anos a largar em um GP de F1, e desejo tudo de melhor para ela na temporada que está por vir.

Desejo a todas as mulheres no automobilismo um feliz Dia da Mulher.

Carmen Jordá”

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