MotoGP: Sem Suzuki, Rins negocia com LCR Honda por vaga em 2023

Decisão da equipe satélite parece fundamental para a movimentação do mercado de pilotos para o próximo ano

MotoGP: Sem Suzuki, Rins negocia com LCR Honda por vaga em 2023
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O mercado de pilotos da MotoGP virou um caos após o chocante anúncio da Suzuki de que sairá da categoria no fim do ano. Com isso, Joan Mir e Álex Rins se encontram livres para buscarem novas casas. E enquanto o destino de Mir parece ser a equipe oficial da Honda ao lado de Marc Márquez, Rins pode ir para o outro time da montadora japonesa, a LCR.

Segundo apurado pelo Motorsport.com, o time de Rins e a LCR tiveram uma segunda rodada de negociações após uma primeira conversa positiva, e o acordo pode ser fechado nas próximas duas semanas.

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Mas a chegada de Rins na LCR dependerá ainda da aprovação da Honda, que tem poder na decisão sobre a dupla de pilotos de sua equipe satélite, enquanto o fator financeiro também pode pesar. Sobre este último, as partes parecem mais em acordo segundo apurado no GP da Alemanha, no qual o espanhol não participou devido a uma lesão no punho.

Nos últimos dias, o chefe da Honda, Alberto Puig, confirmou que a montadora esteve em contato com ambos os pilotos da Suzuki: "Obviamente a Honda conversou com os dois, que entraram em contato conosco após a divulgação da notícia sobre o futuro da equipe".

Agora o futuro de Álex Márquez na MotoGP parece depender da movimentação do mercado, já que a LCR parece buscar uma dupla completamente nova para 2023.

Alex Marquez, Team LCR Honda

Alex Marquez, Team LCR Honda

Photo by: Gold and Goose / Motorsport Images

O futuro de Takaaki Nakagami já é dúvida há algum tempo, com o piloto da Moto2 Ai Ogura sendo o favorito a ocupar a vaga do compatriota na equipe. Neste caso, Naka deve virar piloto de testes ao lado de Stefan Bradl, que seguirá com a Honda em 2023.

Outros pilotos já tiveram seus nomes ligados à LCR nos últimos meses, entre eles Jack Miller, que era candidato à vaga antes de assinar com a KTM para correr ao lado de Brad Binder em 2023.

O atual companheiro de Binder, Miguel Oliveira, também teve seu nome ligado à LCR, mas hoje parece mais próximo da Gresini, satélite da Ducati, e da RNF, que passará a correr com motos Aprilia em 2023.

O principal obstáculo de Oliveira na Gresini parece ser financeiro: a Ducati não quer assumir o salário do português, com o piloto de 27 anos não cabendo na filosofia da montadora italiana de promover jovens talentos.

Piloto da Gresini neste ano, Enea Bastianini já chegou a um acordo com a Ducati para 2023, mas segue a dúvida se ele ou Jorge Martín da Pramac que ocupará a vaga de Miller na equipe oficial.

Pol Espargaró, que deve perder sua vaga na equipe oficial da Honda, está finalizando um acordo para voltar a correr pela KTM na Tech3, onde fez sua estreia na MotoGP em 2014, quando a equipe corrida com motos Yamaha, enquanto a montadora austríaca parece feliz em manter Raúl Fernández ou Remy Gardner, mesmo contra a vontade dos pilotos.

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