Do deserto para a neve: Varela inicia campanha pelo tetracampeonato mundial

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Do deserto para a neve: Varela inicia campanha pelo tetracampeonato mundial
5 de fev de 2020 22:49

Depois do Dakar, na Arábia Saudita, brasileiro encara o Rally Baja Rússia, na gelada região de Leningrado

Depois de conquistar o tricampeonato da Copa do Mundo de Rally Cross Country, ao vencer em outubro a etapa do Marrocos, disputada predominantemente no Deserto do Saara, o brasileiro Reinaldo Varela inicia a campanha pelo tetracampeonato nesta quinta-feira (06), na gelada região de Leningrado, Rússia, onde são esperadas temperaturas mínimas perto de -10°C.

A prova abre a temporada 2020 do torneio com o roteiro marcado pela presença da neve – um desafio especial para os pilotos de rali. Varela estará a bordo de um carro da categoria T3 preparado pela equipe G-Force. E, apesar das condições adversas, está bastante confiante.

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“Um detalhe curioso aqui é que, devido ao que eles consideram um “inverno ameno”, os organizadores mudaram o percurso da prova para que não faltasse neve em nenhum dia. Do meu ponto de vista, isso só torna as coisas mais divertidas”, brinca Varela, que nesta corrida contará com a navegação do também brasileiro Youssef Haddad, que tem no currículo várias conquistas no esporte, incluindo o Rally dos Sertões. Gustavo Gugelmin, tradicional parceiro de Varela, estará excepcionalmente ausente por motivos pessoais.

Disputada desde 2003 como abertura do campeonato, esta prova tradicionalmente é realizada sobre piso de gelo e neve e apresenta um trajeto compacto, de aproximadamente 500 km de especiais, percorridos em quatro dias.

“A informação aqui é que o vento do Ártico pode soprar a qualquer momento, como é comum na região, e fazer a temperatura despencar para -30°C. Pessoalmente, eu espero que isso não aconteça! Mas os organizadores nos tranquilizaram dizendo que essa virada no clima não está prevista. Então, ficaremos satisfeitos com -10°C mesmo”.

Varela chega ao inverno russo depois de disputar o Dakar no começo de janeiro, ao lado de Gustavo Gugelmin, mantendo para a dupla o cacife de ter apresentado o melhor desempenho entre os participantes da categoria UTV nos últimos três anos, com uma vitória, um terceiro e um nono lugares.

“Disputar o Mundial é uma outra ‘pegada’. Começamos aqui no gelo, mas nas próximas etapas vamos ainda passar pelo Saara, por montanhas e outros tipos de piso. É bem variado e a cada prova o desafio é único. Mas encaramos um dia de cada vez. Aqui, na neve, o carro anda de lado o tempo todo e qualquer descuido pode te tirar da corrida. Acidentes são rotina e fazem parte do jogo. Mas nós estamos bem preparados e vamos pra cima”, completou.

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