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Com nome envolvido em fraude, entenda como Bia Figueiredo se tornou piloto reconhecida fora do país

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Com nome envolvido em fraude, entenda como Bia Figueiredo se tornou piloto reconhecida fora do país
26 de jun de 2020 17:34

Bia teve grande trajetória no automobilismo brasileiro e mundial com passagem pela Indy antes de chegar na Stock

Na manhã da última quinta-feira (25), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagrou a operação Pagão, focada no combate a desvios na área da Saúde do estado e atingiu um nome bastante conhecido no automobilismo brasileiro e mundial: Bia Figueiredo, ex-Indy e atual piloto da Stock Car.

A conexão de Bia com o caso vem a partir do marido da piloto, Fábio Souza e seu sogro, Juracy Batista, que são acusados de desviar mais de R$ 9 milhões dos cofres públicos estaduais, através da organização social de saúde Instituto dos Lagos Rio. Mas, segundo o MP, a empresa de Bia, a B3Três, teria recebido transações que totalizam mais de R$ 1,5 milhão e que foram utilizados para uso na Stock.

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De acordo com a investigação, Juracy e Fábio tiveram papel central na operação. Ainda segundo o MP, a F71 bancou parte do casamento de luxo de Bia e Fábio, realizado em janeiro de 2016. Só o show da festa, feito por Tiago Abravanel, custou 20 mil reais, dinheiro desviado da saúde.

A equipe de Bia na Stock, Ipiranga Racing, divulgou um comunicado anunciando que a piloto está suspensa do time "até que os fatos sejam esclarecidos". Ao longo da quinta-feira, suas redes sociais foram alvo de diversos ataques. Grávida de oito meses, ela apagou seus perfis.

Bia é um dos nomes mais conhecidos do esporte brasileiro, sendo uma das poucas pilotos a atingir os principais campeonatos do automobilismo mundial. Com uma trajetória de mais de 20 anos, a piloto, nascida na capital paulista, se tornou referência quando o assunto é mulheres no automobilismo.

Filha de psiquiatra e dentista, Bia teve desde cedo uma forte ligação com o esporte, iniciando no kart com apenas oito anos, e seguiu na categoria por nove anos, conquistando o vice no brasileiro de kart.

Bia fez a transição para os monopostos em 2003, correndo na Fórmula Renault brasileira, sendo a primeira mulher no mundo a vencer uma corrida na categoria, disputada em vários países. Seu próximo passo, em 2006, foi a Fórmula 3 Sul-americana.

Em 2008, fez sua estreia fora do país, correndo na Indy Lights, nos Estados Unidos, defendendo a Sam Schmidt Motorsports. Em Nashville, na décima etapa do campeonato, ela venceu e fez história como a primeira mulher a vencer na categoria. Bia terminou em terceiro na classificação, conquistando o título de novata do ano. Ela seguiu na Lights por mais um ano mas, apesar da vitória em Iowa, terminou apenas em oitavo.

Segundo Bia, foi apenas quando começou a correr nos Estados Unidos que começou a ver outras mulheres nos campeonatos de automobilismo.

Em 2010, fez sua estreia na Indy, correndo em algumas etapas da temporada com a Dreyer e Reinbold Racing, incluindo a etapa de abertura em São Paulo e as 500 Milhas, em sua primeira participação.

Naquele ano, Bia fez parte de uma edição histórica, que contou com a presença de cinco mulheres que tentaram se classificar para a prova, junto com Simona de Silverstro, Danica Patrick, Sarah Fisher e Milka Duno, sendo que a última foi a única a não se classificar entre os 33. Em 2011 e 2013, Bia esteve novamente entre as quatro pilotos classificadas para a prova, o maior número até os dias de hoje.

Na temporada de 2011, fez sua estreia como piloto titular, tendo como companheiro de equipe Justin Wilson. Porém, logo na etapa de abertura, em St. Petersburg, ela fraturou o punho direito após um choque com Graham Rahal. Bia continuou na prova até o final e ainda conquistou o 14º lugar.

Em 2012 e 2013, seguiu na Indy apenas com participações especiais, principalmente nas 500 Milhas. Sua melhor participação na clássica prova do automobilismo mundial foi em 2013, quando largou em 29º e escalou o pelotão para terminar em 15º.

Desde 2014, Bia focou na Stock Car, correndo como piloto titular nos últimos seis anos, sendo a primeira piloto da categoria. No ano passado, ela teve seu melhor resultado no campeonato, quando terminou em quarto lugar na segunda corrida de Londrina.

Nesse período, também fez participações em provas como as 24 Horas de Daytona de 2019, quando correu com uma equipe 100% feminina, ao lado de Simona de Silvestro, Katherine Legge e Christina Nielsen, terminando na 32ª colocação de 47 carros.

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