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Acusado de suborno, Ecclestone diz que está próximo da verdade

Presidente da entidade que rege os direitos comerciais da categoria, inglês se diz tranquilo quanto a investigação

Ecclestone teria vendido ações da F-1 abaixo de custo

Envolvido em um caso de suposto suborno, Bernie Ecclestone reiterou que o caso não deve ir adiante. A justiça alemã investiga a venda de parte dos direitos comerciais da F1 ao grupo CVC, no início de 2006. O presidente da FOM é acusado de ter dado dinheiro o ex-gerente do banco BayernLB, Gerhard Gribkowsky, para que os títulos fossem vendidos em valor abaixo de mercado.

Ecclestone, que chegou a depor no caso na semana passada, se disse feliz com o caminho que as investigações estão tomando.

“Acho bom, estamos chegando próximos da verdade agora. Antes, havia muita especulação e agora os fatos estão na mesa. Sinto que era melhor não estar lá [no tribunal]. Há 14 testemunhas e todas dizem o mesmo”, garantiu em entrevista acompanhada pelo TotalRace em Abu Dhabi.

O inglês negou ainda que as ações tivessem sido desvalorizadas. “Se alguém achou que aquelas ações foram vendidas abaixo do preço, todos os bancos e pessoas envolvidas disseram que o preço estava muito bom.”

Insistindo que as investigações estão encerradas e que o caso não lhe trará qualquer problema, Ecclestone deu suas versões do porquê deu 44 milhões de dólares (cerca de 77 milhões de reais) a Gribkowsky. O dirigente afirma que foi chantageado pelo ex-gerente, que ameaçara revelar ao fisco britânico detalhes de transações financeiras de um fundo de investimento controlado por sua então mulher.

“No começo, havia um problema, pois não sabia como o fundo funcionava. Agora está tudo clarificado. Na época não sabia e isso poderia ter me trazido problemas desnecessários.”

(colaborou Luis Fernando Ramos, em Abu Dhabi)

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