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Barrichello revela oportunidades de correr na McLaren e mágoa de Ron Dennis: “Nunca mais falou comigo”

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Barrichello revela oportunidades de correr na McLaren e mágoa de Ron Dennis: “Nunca mais falou comigo”
27 de mai de 2020 18:42

Recordista de provas na F1 relatou que quase correu em equipe britânica em duas oportunidades, uma no início e outra no final da carreira na categoria

Rubens Barrichello é o atual recordista de provas da F1, com 322 largadas e com passagem em seis equipes: Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn e Williams.

Mas, as duas pontas de sua carreira na maior categoria do automobilismo mundial foram marcadas por duas possibilidades de ingressar na McLaren.

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Em Live no Instagram com o jornalista Reginaldo Leme, Rubinho falou das duas oportunidades, em que ele acabou desistindo de competir pelo time britânico, a primeira visando as temporadas 1995/1996.

“Meu advogado falava para não assinar esse contrato com a McLaren”, disse Barrichello. “E eu dizia, ‘eu quero assinar, eu quero ir para a McLaren’ e eu assinei o contrato de opção, que acontece muito na F1, você assina e tem uma determinada data que se define um contrato real ou você sai.”

“Mas nesse acordo, havia uma cláusula muito parecida com que tinha com o Mika Hakkinen, que se eles decidissem que eu não andaria, eu não andaria. E era isso que o advogado pegava no pé. Ele dizia ‘cara, você está começando sua carreira, é melhor você estar em uma equipe que não te dê o melhor carro, mas que você fique o tempo todo na F1’. “

“Eu cheguei a falar com o Ron Dennis pessoalmente, pedi a ele assinar um contrato dizendo que me queria na equipe, que correria o tempo todo nas temporadas 1995/1996. Ele disse que não podia, e então eu disse que não queria. Quando chegou na data para a definição, eu vazei.”

A recusa deixou o comandante da McLaren contrariado: “O Ron Dennis nunca mais falou comigo. Uma vez subi em um elevador com ele na Austrália, dei ‘Boa noite’ e ele não respondeu. Ele ficou pê da vida e não falou nada.”

Na segunda vez, Barrichello optou por continuar com o compromisso já firmado com a Williams, deixando de ser o companheiro de Lewis Hamilton em 2010.

“Mas eu quase fui para a McLaren depois. Quando estava na Brawn, assinei para correr na Williams (na temporada seguinte). Mas a McLaren ligou para mim em outubro, dizendo que me queriam para correr com o Hamilton. Eu disse que já havia assinado com a Williams. Eles disseram que pagariam a multa.”

“Mas me senti muito mal. Acho que perdi algumas situações da minha vida por ter sido leal, mas vou dormir tranquilo, porque foi na lealdade e nos princípios que o Seu Rubão (pai) passou para mim.”

“Eu sempre quis correr pela Williams, nem acho que seria melhor que a McLaren, mas não queria quebrar o contrato no meio do negócio. Os caras já tinham falado todos os segredos do carro e acabei ficando.”

Barrichello relembra em detalhes o dia em que Senna socou Irvine na F1

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