Danica Patrick relembra fala machista de Bernie Ecclestone e diz que Europa está atrasada em relação a mulheres na F1

Experiente piloto da Indy e NASCAR acredita que comentários negativos no velho continente desencorajam jovens à tentarem carreira na categoria máxima

Danica Patrick relembra fala machista de Bernie Ecclestone e diz que Europa está atrasada em relação a mulheres na F1
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A atual temporada da Fórmula 1 é a 45ª consecutiva que uma piloto mulher não participa de um GP e a 29ª após a última contratada por uma equipe como titular. Sobre isso, a experiente Danica Patrick, que já venceu corrida na Indy e conquistou uma pole na NASCAR, comentou que a receptividade às atletas femininas na Europa, principal rota para chegar à categoria máxima, não foi boa como em seu país natal (Estados Unidos) e citou algumas falas de Bernie Ecclestone.

Segundo ela, em entrevista à revista americana Racer, o ex-chefão da série desdenhou o papel das garotas no esporte e se os comentários negativos fossem menos frequentes, poderiam se sentir mais encorajadas a construir uma carreira no automobilismo no velho continente.

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"Eu lembro de algumas coisas ruins que Bernie Ecclestone disse sobre mim. Falar coisas legais poderia fazer as pessoas se sentirem bem-vindas", recordou Danica. "Posso falar sobre em cada país. Eu não me sentia bem-vinda na Inglaterra quando era jovem, sempre senti que a Europa estava mais atrasada em suas estruturas sociais e na hierarquia de quem faz o quê e a dinâmica de gênero."

"Me senti muito mais bem recebida quando voltei para casa. Sentia que as pessoas estavam animadas por me ter por perto, não era assim por lá. Talvez seja parte do motivo por não ver mulheres chegando e passando pela escada da Fórmula 1."

A fala controversa de Bernie, dita em 2005 após os bons resultados de Danica em seu ano de estreia na Indy, dizia: "mulheres deveriam se vestir de branco, como todos os outros aparelhos domésticos".

A primeira piloto na categoria máxima foi a italiana Maria Teresa de Filippis, que correu entre 1958 e 1959. A última a correr um GP foi Lella Lombardi, em 1976, e a mais recente a ser contratada como titular é Giovanna Amati, em 1992. No entanto, ela não correu por não ter conseguido se classificar nas provas que disputou.

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