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Doria: GP do Brasil de Fórmula 1 não sai de São Paulo

Em evento sobre o Mundial de Kart, governador paulista reforça que o estado não abrirá mão de sediar a prova

João Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reafirmou que o GP do Brasil de Fórmula 1 seguirá na capital paulista de 2021 em diante. Em evento realizado nesta quarta-feira, o tucano reiterou que o estado não abrirá mão de sediar a prova.

"A F1 não vai sair de São Paulo. Fiquem certos de que vai continuar aqui. Houve muita vontade do Rio de levar a F1, mas de São Paulo ela não vai sair. Não vamos permitir que a F1 saia. Já fizemos os entendimentos com a Liberty para que a F1 continue aqui em São Paulo", disse Doria.

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A declaração do governador ocorreu durante evento sobre a realização do Campeonato Mundial de Kart. Conforme antecipado pelo Motorsport.com, a competição deve acontecer em Birigui, no interior de São Paulo, em 2020. O tucano, porém, fez questão de reforçar a posição paulista na 'briga' para manter a etapa da F1. São Paulo enfrenta a concorrência do Rio de Janeiro.

Disputa pelo GP do Brasil

A realização da prova se tornou o centro de uma disputa entre as duas cidades e o novo autódromo do Rio está cercado de dúvidas sobre sua viabilidade. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) é um forte defensor de que o evento vá para a capital carioca, enquanto Doria está tentando manter a corrida na capital paulista. Até novembro, o Rio tem exclusividade para negociar com a F1. O governador paulista, porém, garante estar com tudo acertado para renovar o contrato de 2021 em diante.

Confira um raio-x sobre São Paulo e Rio de Janeiro na F1:

Até hoje, foram disputados 47 GPs do Brasil de Fórmula 1, de maneira ininterrupta. A edição inaugural, em 1972, vencida pelo argentino Carlos Reutemann, não valeu pontos para o campeonato daquele ano. Na foto, Luiz Pereira Bueno, sexto colocado.
Um dos responsáveis pela vinda da categoria ao Brasil foi Antonio Carlos Scavone, ex-piloto da F3 que também comentava provas na Rede Globo. Sua morte, em 1973, veio após a queda de um avião para a transmissão do GP da Grã-Bretanha daquele ano, junto com Julio de Lamare, primeiro diretor de esportes da emissora.
A primeira edição valendo pontos foi em 1973, com triunfo de Emerson Fittipaldi.
Fittipaldi repetiu o feito em 1974 e na edição seguinte aconteceu o único triunfo de José Carlos Pace, que hoje dá nome ao Autódromo de Interlagos.
O autódromo de Jacarepaguá foi inaugurado em 1966 com o nome de Nova Caledônia. Ele foi reformado e reinaugurado em 1977, recebendo a F1 em 1978, com nova vitória de Reutemann...
...e primeiro pódio da equipe Copersucar.
Interlagos voltaria a receber a F1 nas duas edições seguintes, em 1979 e 1980, com triunfos franceses, de Jacques Laffite e René Arnoux, respectivamente.
Por falar na França, Alain Prost é o maior vencedor do GP do Brasil, com seis vitórias: cinco em Jacarepaguá e um em Interlagos, na volta do GP a São Paulo.
Jacarepaguá recebeu o GP regulamente de 1981 a 1989, sendo até palco de treinos de pré-temporada da F1 em algumas ocasiões.
O circuito testemunhou a estreia de Ayrton Senna na Fórmula na edição de 1984.
Em 1986, uma corrida histórica: dobradinha brasileira, com vitória de Nelson Piquet e segunda colocação de Senna.
Após a edição de 1989, o Rio de Janeiro demonstrou interesse em deixar de receber a corrida, o que motivou a volta de Interlagos para o calendário da F1.
Piero Gancia, então presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), foi atrás do apoio da Prefeitura de São Paulo e conseguiu o “sim” de Luiza Erundina para bancar uma reforma de modernização do circuito paulistano. Senna dava ajuda política dentro da FIA para a volta.
O antigo traçado de 7.960 metros foi deixado de lado para um novo de 4.325, o que deixa muitos fãs aborrecidos até os dias de hoje.
Desde então, a F1 acontece em Interlagos, com alguns momentos marcantes, como a primeira vitória de Senna no Brasil, em 1991.
A partir de 2004, o GP do Brasil começou a ser realizado na parte final do calendário da F1, o que possibilitou a decisão de alguns títulos, como o bicampeonato de Fernando Alonso (2005 e 2006).
Felipe Massa venceu com macacão verde-amarelo, mesmo fazendo parte da Ferrari, em 2006.
Em 2008, um dos momentos mais emblemáticos, com a inesquecível disputa entre Massa e Hamilton.
A edição de 2020 será a última do atual contrato envolvendo São Paulo e F1. Uma pista ainda a ser construída em Deodoro aparece como opção, sendo a preferida do presidente Jair Bolsonaro, fiador político do projeto.
Do outro lado, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e o governador, João Doria, apostam na manutenção de Interlagos como sede do GP do Brasil.
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