Ex-piloto de F1 e dono de equipe, Adrian Campos morre aos 60 anos

Como dono de equipe, o nome Campos esteve presente em categorias como GP2, F2, F3, WTCC e Fórmula E

Ex-piloto de F1 e dono de equipe, Adrian Campos morre aos 60 anos

Uma triste notícia para o mundo do esporte a motor. Morreu nesta quarta (27) o dono de equipe e ex-piloto da Minardi na Fórmula 1 Adrian Campos, aos 60 anos. Ao longo dos anos, Campos, que sempre foi um grande entusiasta do esporte, teve um papel fundamental no desenvolvimento de dezenas de jovens talentos, incluindo Fernando Alonso.

A notícia foi anunciada pela sua equipe, que disse: "Hoje é o dia mais triste na história da Campos Racing. Nosso presidente e fundador, Adrian Campos Suner, nos deixou. Seu coração pode ter parado de bater, mas sua memória será o motor que nos manterá na luta por seu legado. Descanse em paz".

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Nascido em Valência em 1960, Campos competiu em eventos de carros de controle remoto antes de entrar no automobilismo na Espanha. Ele passou rapidamente para a Fórmula 3, competindo no campeonato europeu em 1983. Ele pontuou pela primeira vez no ano seguinte.

Em 1985, ele focou na F3 Alemã, terminando em terceiro, atrás de Volker Weidler e Kris Nissen. Ele também tentou participar de uma prova da Fórmula 3000 em Nurburgring com uma Tyrell, mas o evento foi cancelado por conta da neve.

Em 1986, ele entrou de vez na F3000 com a Peter Gething Racing. Em um grid lotado, ele não conseguiu classificar sua March diversas vezes e seu melhor resultado foi um sétimo lugar correndo em casa, em Jarama, após uma troca de equipe, para a Lola Motorsport. Ele ainda correu com um Porsche 956 para a equipe de John Fitzpatrick em um evento do Campeonato Mundial de Carros Esportivos em Jerez.

Apesar de uma temporada difícil na F3000, Campos conseguiu o apoio financeiro para saltar à F1 com a Minardi em 1987, tendo Alessando Nannini como companheiro de equipe. Campos sofreu com o pouco confiável carro, que contava com um Motor Moderni. Com isso, seu melhor resultado foi um 14º lugar em Jerez.

Adrian Campos, Minardi Cosworth M188

Adrian Campos, Minardi Cosworth M188

Photo by: Sutton Images

Ele seguiu com a equipe em 1988, passando a correr com motores Cosworth, tendo ao seu lado o compatriota Luiz Perez Sala. Ele largou nas duas primeiras corridas, mas após três etapas sem conseguir se classificar, em um grid com mais carros do que vagas para os GPs, ele deixou a equipe, sendo substituído por Pierluigi Martini.

Na sequência, Campos mudou seu foco para carros de turismo, vencendo o campeonato espanhol em 1994 com a Alfa Romeo. Em 1997, ele registrou sua única participação nas 24 Horas de Le Mans, andando com uma Ferrari 333SP. Pouco depois disso, ele se aposentou das pistas e seguiu com a formação de sua própria equipe.

Focando inicialmente na crescente Open by Nissan, a Campos Motorsport venceu o título em 1998 com Marc Gene, Fernando Alonso em 1999 e Antonio Garcia em 2000.

Em 2005, a equipe entrou na nova GP2, com o nome Campos Grand Prix. Após dois anos e baixa, a equipe deu um grande passo adiante em 2007, terminando em terceiro com Giorgio Pantano, que teve duas vitórias. No ano seguinte, com Lucas di Grassi em terceiro e o apoio de Vitaly Petrov, a Campos venceu o título de equipes.

Esse foi o momento que Campos tomou a ousada decisão de entrar na F1, enquanto a GP2 passou a ser chamada de Addax.

Após ganhar o direito de integrar o grid como Campos Grand Prix, ele iniciou os preparativos para a temporada 2010, mas problemas financeiros levaram a uma troca de donos, com a equipe passando a ser chamada de HRT antes mesmo do início do campeonato.

Campos voltou às categorias juniores na Espanha e em 2013 entrou no Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC) com a equipe SEAT, antes de unir forças com a Chevrolet. A Campos voltou à GP2 em 2014, com Alexander Rossi entre seus pilotos. Já no ano seguinte a equipe entrou também na GP3.

Campos também se envolveu com a Fórmula E em seu surgimento, em parceria com a NEXTEV TCR, vencedora do primeiro título de pilotos em 2014-15 com Nelsinho Piquet. Na sequência, se uniu à Mahindra.

Ralph Boschung, Campos Racing

Ralph Boschung, Campos Racing

Photo by: Formula Motorsport Ltd

No primeiro ano da F2, em 2017, a Campos teve um momento difícil. Mas, no final daquele ano, a equipe deu a Lando Norris sua estreia na categoria na etapa de Abu Dhabi.

Em 2019, a equipe teve três vitórias com Jack Aitken, que terminou em quinto no campeonato. Aitken seguiu em 2020, enquanto Ralph Boschung, que substituiu o britânico em Abu Dhabi, foi confirmado para 2021. Aitken teve como companheiro de equipe o brasileiro Guilherme Samaia, que ainda não foi confirmado para este ano.

Muitos pilotos e nomes do esporte prestaram homenagens a Campos, que morreu de problemas no coração, segundo sua equipe.

Aitken, que foi liberado pela Campos no Bahrein para correr pela Williams na F1, substituindo George Russell, disse: "Adrian, descanse em paz. Você era uma pessoa muito boa, que mantinha sua palavra, competitivo, sábio. Você sempre soube o que me dizer porque seu coração é de um piloto. E você criou uma família na Campos repleta de pessoas brilhantes e talentosas que irão sentir muito sua falta. Eu também irei".

A equipe Mahindra na Fórmula E disse: "Criado no mundo do esporte a motor, Adrian foi um homem decente e gentil, que era muito respeitado. Ele foi parte integral do crescimento e sucesso da Mahindra na Fórmula E e nunca esqueceremos sua contribuição. Desejos força a sua família, amigos e colegas. Sentiremos sua falta".

Podium: Adrian Campos

Podium: Adrian Campos

Photo by: GP3 Series Media Service

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Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1 , FIA F2
Pilotos Adrian Campos
Equipes Campos Racing
Autor Adam Cooper