F1: Organização do GP da Austrália acredita que etapa não abrirá temporada 2022

Ministro dos Esportes do estado de Vitória ainda explicou as decisões que levaram ao cancelamento das etapas da F1 e da MotoGP

F1: Organização do GP da Austrália acredita que etapa não abrirá temporada 2022
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Dias após o cancelamento da edição de 2021, a organização do GP da Austrália já questiona se terá como ocupar o tradicional espaço de abertura do campeonato da Fórmula 1 em 2022, e já abre a possibilidade de realizar a etapa um pouco mais tarde no ano.

Na terça, foi confirmado o cancelamento dos GPs da Austrália, tanto de F1 quanto de MotoGP, que seriam realizados em novembro em Melbourne e Phillip Island, respectivamente. O motivo por trás da decisão é a obrigatoriedade de uma quarentena de 14 dias para todos que entram no país, determinada pelo governo local ainda em 2020 no início da pandemia.

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E com a vacinação na Austrália ainda seguindo um ritmo mais lento que o visto em outros locais do mundo, com apenas 7,7% da população completamente imunizada com as duas doses (dados de 07/07/2021), as dúvidas com relação ao GP de 2022 já começam a aparecer, já que, seguindo o calendário tradicional da F1, a etapa seria realizada apenas quatro meses após a deste ano.

Apesar da expectativa de que o GP da Austrália possa finalmente voltar a acontecer em 2022, após o cancelamento em cima da hora em 2020 e novamente em 2021, a possibilidade é de que a prova aconteça um pouco mais tarde no ano.

O Ministro dos Esportes do estado de Vitória, Martin Pakula, falou que abril é uma data mais provável para a realização da etapa.

"Estamos falando há algum tempo sobre a possibilidade de realizar a etapa da Fórmula 1 em abril de 2022", disse Pakula em entrevista ao jornal australiano The Examiner.

"Como vocês sabem, há outros eventos que ocuparam as primeiras vagas neste ano e acho que a F1 está afim de manter estes eventos".

A organização do GP da Austrália já falou mais cedo neste ano sobre a possibilidade de mudança da data da F1, mas trocando com a MotoGP. Enquanto a prova em Melbourne é tradicionalmente feita no primeiro semestre, a corrida em Phillip Island é uma das últimas da categoria de duas rodas, mas a AGPC se mostrou disposta a fazer uma troca permanente.

Pakula ainda falou sobre as circunstâncias que levaram ao cancelamento das provas.

"A Fórmula 1 e a MotoGP pediam garantias sobre a realização dos eventos para esta semana. Ainda há alguns meses pela frente, mas eles precisam se planejar e precisam ter as contingências no lugar".

"Devido aos baixos números de vacinados com as duas doses e a decisão do Gabinete Nacional na sexta, não estávamos em condições de dar a eles as garantias necessárias. Ter 1600 visitantes em novembro, com os arranjos para a quarentena necessária, torna extremamente difícil dar às organizações as garantias exigidas".

Vale lembrar que, além da Austrália, outros GPs do segundo semestre também seguem ameaçados, especialmente Japão e São Paulo. Enquanto recentemente o CEO da F1, Stefano Domenicali, afirmou que a organização para a etapa em Interlagos segue normalmente, o fato do Brasil ainda estar na lista vermelha do Reino Unido mantém a incerteza sobre a prova.

Já a situação do Japão deve ficar por mais algumas semanas em suspensão. Domenicali afirmou recentemente à BBC que deve aguardar as Olimpíadas de Tóquio para tomar uma decisão. Mas, no momento, a F1 é um dos poucos eventos que seguem de pé no país. As provas da MotoGP em Motegi e do WEC em Fuji, além do torneio ATP 500 de Tóquio já foram cancelados.

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