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Massa é cauteloso sobre próximo GP: "Não é só a gente que tem motor Mercedes"

Brasileiro espera que a Williams se adapte melhor às retas do Canadá, mas faz algumas ressalvas

Uma pista com muitas retas, em que a potência do motor fala alto e a necessidade de pressão aerodinâmica é menor. Na teoria, o circuito Gilles Villeneuve, palco do GP do Canadá, próxima etapa do campeonato, favorece o carro da Williams. Felipe Massa, contudo, vê alguns obstáculos.

Primeiramente, um dos segredos para ir bem no Canadá é não apenas ter uma boa velocidade de reta, como também equilíbrio nas várias chicanes do circuito, algo que falta ao carro da Williams, como explicou Massa ao TotalRace.

“Nas chicanes, é sempre bom tem um pouco de pressão aerodinâmica, algo que nós não temos. Mas nosso carro pode render muito mais do que rendeu em Mônaco. Então espero que possamos ter um bom final de semana.”

Outro fator é a concorrência das outras equipes que são equipadas com o motor Mercedes, que se mostrou o mais forte até aqui e que promete ser uma arma importante para a própria equipe Mercedes, Williams, McLaren e Force India.

“Ficou provado que Mônaco não era a melhor pista para o nosso carro e esperamos que no Canadá e em outros lugares seja diferente”, afirmou Massa. “Com muitas retas, Montreal deve ser bom, mas temos de lembrar que não é só a gente que tem motor Mercedes.”

Das seis provas disputadas até aqui no ano, a que mais se assemelha com a pista canadense é o palco do GP da Austrália, em que Valtteri Bottas, companheiro de Massa, foi o quinto. Na pista mais travada de Mônaco, por exemplo, os dois pilotos da Williams tiveram dificuldades para ficar no top 10 por todo o final de semana e Massa acabou em sétimo após sobreviver em uma prova acidentada.
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