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"Não muda nada", garante Ecclestone após afastamento

Chefão da Fórmula 1 afirma que continua tomando as decisões na categoria mesmo oficialmente fora da presidência da CVC

Depois da confirmação de que irá ao tribunal na Alemanha por acusações de suborno e de que não faz mais parte – pelo menos oficialmente – da direção da CVC Capital, empresa que controla os direitos comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecclestone se mostrou confiante.

Para o inglês, a leitura de que os acontecimentos da última quinta-feira significam o início de seu declínio como chefão da categoria são “completamente sem sentido”.

Falando à Press Association, o dirigente de 83 anos assegurou que “todos no conselho estão mais de um milhão por cento do meu lado. Eles só querem que eu faça o que sempre faço. No instante em que o caso estiver encerrado, eu voltarei à presidência.”

Após o anúncio de que iria a julgamento por pagar 44 milhões de dólares a um banqueiro alemão, quantia que serviria para ter uma melhor avaliação na compra de ações da Fórmula 1, Ecclestone foi tirado da presidência da CVC e terá que reportar suas decisões a Peter Brabeck-Letmathe e Donald Mackenzie. O inglês, porém, assegura que “ficará tudo na mesma”, ou seja, ele continua no comando.

“Tudo o que aconteceu é que, há alguns meses, decidimos que, se acontecesse de eu ter que ir a julgamento, durante esse período eu não seria mais diretor da empresa”, explicou. “Em relação à  Formula One Management é o mesmo que antes. Não muda nada. Se eu quisesse comprar algo, teria de pedir aprovação ao conselho, mas em relação às corridas, circuitos, será como sempre foi. Não muda nada.”

Ex-vendedor de carros usados, Ecclestone chegou à Fórmula 1 empresariando pilotos e comprando a Brabham, nos anos 70. Em 1978, assumiu a presidência da FOCA, associação das equipes. Após um embate político com Jean-Marie Ballestre, ex-presidente da FISA, equivalente à FIA de hoje, dois anos depois, ganhou poder e passou a ser figura principal nas negociações do Pacto de Concórdia entre times e entidade. O passo seguinte foi deixar de ser dono de equipe para controlar todo o lado comercial da Fórmula 1, desde os contratos de TV, até as negociações com os donos de circuitos.

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