Por custos, Silverstone pode ficar de fora da F1 após 2019

Criticando custos para manutenção do GP da Grã-Bretanha, donos de Silverstone ameaçam acionar cláusula e deixar de realizar prova da Fórmula 1 no fim de 2019

Por custos, Silverstone pode ficar de fora da F1 após 2019
The Silverstone Wing
Kimi Raikkonen, Ferrari SF16-H
Race winner Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 celebrates with the fans
Fans at the podium
Felipe Massa, Williams FW38
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 on the Silverstone Stage
Jolyon Palmer, Renault Sport F1 Team on the Silverstone Stage
Jolyon Palmer, Renault Sport F1 Team on the Silverstone Stage
(L to R): Patrick Allen, Silverstone Managing Director on the grid with Lady Sarra Hoy, and Sir Chris Hoy,
Jolyon Palmer, Renault Sport F1 Team with Tony Jardine, on the Silverstone Stage
Cores Silverstone
Silverstone
Sun breaking through the clouds at Silverstone

Silverstone pode sair da Fórmula 1. É o que dizem os administradores do circuito britânico, sede do GP da Grã-Bretanha. Os altos custos para manter a prova seriam o motivo para a quebra de contrato

Há uma cláusula no contrato entre Silverstone e a Fórmula 1 que permite aos responsáveis pelo circuito quebrar o contrato no final de 2019, contanto que Bernie Ecclestone seja informado antes da edição da prova neste ano.

A existência de tal cláusula já era conhecida, mas veio à tona agora que os custos anuais para a manutenção da prova se tornaram excessivos.

Em uma carta enviada aos membros do BRDC (British Racing Drivers’ Club), que controla a pista, o presidente do conselho de administração do clube, John Grant, diz que os custos para sediar a prova de F1 tem preocupado cada vez mais.

“A diretoria gostaria de manter o GP da Grã-Bretanha em Silverstone por muitos anos, mas apenas se isso fizer sentido. Além disso, precisamos proteger nosso clube contra potenciais riscos de anos difíceis", escreveu.

“Sem mudanças na equação econômica, o risco e o retorno não estão em um patamar aceitável, então estamos explorando as mais diversas formas de alterar esta equação", acrescentou.

“Entre as alternativas, a diretoria pensa se deve noticiar antes da prova de 2017 (como requisitado) nossa intenção de acionar a cláusula de quebra de contrato no final de 2019. Esta não é uma decisão simples e nós pensaremos em todas as implicações disso antes de anunciarmos nossa decisão" no meio do ano", ponderou.

Acordo de longa duração

Um acordo de 17 anos para sediar o GP da Grã-Bretanha foi assinado por Silverstone em 2009. Entretanto, o aumento dos valores que formam grande parte dos acordos negociados por Ecclestone faz com que os organizadores repensem a ideia de sediar a prova.

O ex-piloto Derek Warwick, presidente do BRDC president, disse ao site da Autosport no ano passado, que a escalada dos custos coloca Silverstone em uma situação além do aceitável.

“No fim, se você não pode custear, você não pode. Demos suporte ao GP da Grã-Bretanha por muitos anos sem qualquer ajuda de terceiros ou do governo. Investimos em reformas e fizemos tudo o que Bernie queria para mantermos a prova. Mas agora estamos em uma situação em que os custos são altos demais para nós", comentou.

Mudança de sede

Ecclestone não se mostrou preocupado com a situação, dizendo que responsáveis por outros circuitos o procuraram para discutir a ideia de substituir Silverstone.

“Se eles querem ativar a cláusula de quebra, não podemos fazer nada", disse Ecclestone à rede de TV britânica ITV, que foi quem divulgou a carta do BRDC.

“Responsáveis por outras duas pistas entraram em contato conosco e estão dispostos a sediar o GP da Grã-Bretanha. E não há dúvida, queremos uma que realize a prova. Sobre Silverstone, não está em nossas mãos", completou.

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