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Raikkonen supera dores e 10 carros para chegar em terceiro

Finlandês diz que problema nas costas, que quase o tirou de GP, ficou sob controle e celebra ultrapassagens

Com fortes dores nas costas, reflexo de uma lesão mal curada em acidente ainda em 2001 e que, volta e meia, costuma assombrá-lo, Kimi Raikkonen chegou a ser dúvida para o GP de Cingapura. O piloto da Lotus sofreu na classificação e foi apenas o 13º no grid, mas se recuperou de forma espetacular na corrida, chegando ao pódio, em terceiro.

“Durante a corrida não atrapalhou muito, mas depois que eu saí do carro está incomodando mais. Porém, isso não deve ser um problema, pois temos duas semanas para recuperar. Acho que o terceiro lugar foi o máximo que podíamos almejar hoje.”

Mas será que, largando mais à frente, seria possível lutar com Vettel? "Não, a Red Bull estava muito rápida, tanto na corrida, quanto na classificação. Não acho que ninguém tinha chance com Sebastian hoje."

Raikkonen antecipou a primeira parada e chegou à zona de pontuação antes do Safety Car, quando decidiu fazer sua segunda e última troca de pneus. Assim, fez praticamente metade da prova com um jogo de supermacios para chegar em terceiro.

“Era veloz e conseguia ultrapassar as pessoas, isso ajudou a ganhar tantas posições. Foi assim com Button: tinha que passá-lo porque os outros estavam chegando com pneus mais novos e eu tinha de abrir uma vantagem rápido. Deu certo porque, nas três últimas voltas, o pneu traseiro tinha acabado, mas tinha uma certa diferença para os demais.”

Perguntado sobre a ultrapassagem, por fora e triscando o muro, Raikkonen deu de ombros. “Parece mais complicada do que é. Você sabe melhor o ponto de frenagem quando está do lado de fora”, explicou o finlandês, que mesmo com o pódio manteve-se em quarto lugar no campeonato. Porém, agora está a apenas dois pontos de Lewis Hamilton.

Seu companheiro, Romain Grosjean, estava no grupo que tinha parado junto do safety car e caminhava para um pódio quando teve um problema de pressão de ar no motor e abandonou.

“A corrida estava indo muito bem e acho que um segundo ou terceiro lugar era uma meta realista. Tínhamos feito uma boa estratégia e parar junto do safety car e deveríamos ter terminado bem, mas infelizmente meu motor tinha outras ideias.”

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