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Nissan diz que má experiência na LMP1 ajudará projeto da F-E

Montadora que assumirá controle da Renault e.dams assegura que seu programa de Fórmula E será influenciado pela experiência do WEC

Pit stop for #22 Nissan Motorsports Nissan GT-R LM NISMO: Harry Tincknell, Alex Buncombe, Michael Krumm

Após abortar seu projeto no Mundial de Endurance depois de uma participação bastante abaixo do esperado nas 24 Horas de Le Mans em 2015, a Nissan espera utilizar sua boa experiência em veículos elétricos em sua entrada na Fórmula E a partir da temporada 2018/19.

A fabricante japonesa assumirá o controle de sua parceira automotiva Renault na e.dams para o próximo campeonato.

A Fórmula E será o primeiro programa internacional de automobilismo da Nissan desde o encerramento do projeto LMP1.

Michael Carcamo, chefe da NISMO (braço esportivo da Nissan), disse ao Motorsport.com que utilizará as informações de todos os seus programas (Super GT, LMP1 e DPi) no novo projeto.

"Temos engenheiros em todos esses programas e podemos aproveitar todos os seus conhecimentos", afirmou.

"Na LMP1, alguns dos aprendizados são técnicos, sobre tecnologias específicas, o que funcionou, o que não funcionou e que tipo de reforços você precisa em quais áreas.”

"Há muito em experiências de como juntar uma organização, o que funciona em grandes distâncias e como reunir as pessoas em um bom ambiente de trabalho para obter sucesso."

Carcamo acrescentou: "Acabamos de lançar a segunda geração do Leaf (carro de rua elétrico), temos feito pesquisas e desenvolvimento em veículos elétricos por vários anos.”

"Nós aproveitaremos isso. Há pessoas que estão trabalhando em centros avançados de desenvolvimento, bem como no lado das corridas, então temos muitos recursos que podemos aplicar a esse empreendimento."

Membros da Nissan estiveram na abertura da temporada 2017/18 da Fórmula E em Hong Kong no início de dezembro, e já começaram a entender mais do campeonato.

Carcamo se recusou a divulgar especificidades como a infraestrutura e os detalhes do powertrain, porém a Nissan deverá usar a tecnologia da Renault.

A Renault investiu muito tempo e dinheiro no desenvolvimento do powertrain de 2018/19 e a Nissan não poderia homologar seu próprio projeto até 2019/20.

Ele já disse que a decisão da dupla de pilotos de fábrica da Nissan está entre os "recursos" que quer utilizar quando entrar na F-E, embora os atuais pilotos da Renault e.dams, Sebastien Buemi e Nico Prost, estejam na temporada de 2018/19 com a equipe.

Carcamo sugeriu que se juntar ao campeonato no momento de uma mudança para um novo chassi e uma nova bateria - quando as equipes devem passar a completar uma distância de corrida completa com um carro - dará à Nissan com menos desvantagem para seus concorrentes mais experientes.

Ele disse que "ser o primeiro fabricante japonês na F-E é realmente especial e importante".

"Nós somos o maior vendedor de veículos elétricos do mundo", acrescentou Carcamo. "Queremos ser vistos como líderes no mundo, então esta é uma oportunidade perfeita para complementar o que estamos fazendo nas ruas". 

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