Análise

ANÁLISE: Cinco conclusões que tiramos da temporada 2023 da MotoGP

Categoria trouxe grandes momentos e reviravoltas no ano

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Gold and Goose / Motorsport Images

A temporada 2023 da MotoGP foi novamente um ano de Francesco Bagnaia, mas que trouxe também a introdução das corridas sprints, as crises de Honda e Yamaha, a mudança de Marc Márquez para a Ducati e mais.

Motorsport.com aproveita o último dia de 2023 para repassar a temporada, tirando cinco conclusões do campeonato.

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1) Sprints aprovadas, mas as lesões aumentaram muito

O formato da MotoGP sofreu a maior mudança de sua história em 2023 com a introdução das corridas sprint. O modelo veio para buscar mais popularidade. A audiência subiu e a repercussão entre os fãs foi positiva, mas trouxe consequências.

Com a sexta-feira ganhando mais importância devido à formação dos grupos de classificação do sábado, os pilotos precisam arriscar o fim de semana todo, o que levou a um aumento no número de quedas e, por consequência, de lesões.

2) Ducati domina a MotoGP com mãos de ferro

Nos últimos anos, a Ducati virou a referência da MotoGP. Por mais que Bagnaia tenha dado à marca o primeiro título de pilotos desde 2007 apenas no ano passado, a Ducati vem levando o Mundial de Construtores desde 2020, e o de Equipes em 2021 e 2022 com a equipe oficial.

O domínio da marca italiana é evidente nos últimos três anos. Entre os pilotos, Bagnaia e Jorge Martín, da satélite Pramac, lutaram pelo título até o fim, e com Marco Bezzecchi na sequência, a Ducati completou o top 3. Seis dos oito pilotos da Ducati terminaram o ano no top 10.

Somente três corridas sprints e três GPs não foram vencidas pela Ducati, que somou 700 dos 728 pontos em jogo ao longo do ano.

3) Honda e Yamaha em uma crise sem precedentes

Enquanto a Ducati dominava, Honda e Yamaha viviam a situação oposta. Após a saída da Suzuki, as duas se tornaram as únicas japonesas do grid, mas em um ano péssimo. Com uma queda gigante de rendimento, se viram em uma triste luta pela penúltima posição do Mundial.

Na época em que o desenvolvimento aerodinâmico se tornou vital na MotoGP, elas caíram no atraso. E, mesmo quando trouxeram as novidades, Marc Márquez e Fabio Quartararo deixaram claro: elas não funcionavam. Isso trouxe consequências para a Honda, que perdeu o hexacampeão, enquanto a Yamaha pode viver algo similar em 2024 com Quartararo.

A MotoGP reintroduziu o sistema de concessões para ajudar Honda e Yamaha em 2024, mas ambas precisam de algo além de maior liberdade de desenvolvimento: uma mudança de mentalidade.

4) Márquez busca um novo horizonte com Gresini e Ducati

O espanhol segue sendo o mais laureado do grid atual, mas seu 2023 foi muito complicado, com várias lesões e uma Honda que lhe forçava a buscar o máximo e, com isso, queda atrás de queda. A situação chegou a uma crise sem precedentes, com ele mostrando publicamente o dedo do meio para a Honda durante uma sessão e desistindo de disputar o GP da Alemanha.

Sem ver uma saída a curto prazo e com sede de vitórias, Márquez rompeu o contrato com a Honda um ano antes a caminho de uma vaga na Gresini, satélite da Ducati, ao lado do irmão Álex. Mesmo correndo com a Desmosedici de 2023, todos o veem como um candidato sério à luta pelo título em 2024.

5) Sem motos extras, KTM prejudica Espargaró

Uma novela inesperada de 2023 foi quem ocupariam as quatro motos da KTM em 2024. Em certo momento do ano, a montadora austríaca se viu com cinco pilotos sob contrato! Além dos quatro atuais, Jack Miller e Brad Binder na equipe oficial e Pol Espargaró e Augusto Fernández na GasGas, o campeão da Moto2, Pedro Acosta, entrou na disputa.

Para resolver o caso, a KTM buscou a Dorna para expandir sua presença no grid, criando uma terceira equipe, com mais duas motos, o que foi negado. Com Binder tendo contrato até 2026 e Espargaró e Miller vistos como garantidos, Fernández era visto como o que cairia. No final, foi Pol quem se deu mal, perdendo a vaga para Acosta e tendo que se contentar com o papel de piloto de testes em 2024.

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