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Luthi: Crise na Marc VDS "me machucou mais" do que Morbidelli

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Luthi: Crise na Marc VDS "me machucou mais" do que Morbidelli
Por:
Co-autor: Gerald Dirnbeck
20 de dez de 2018 20:37

Suíço acredita que a crise que envolveu a equipe de MotoGP durante a temporada de 2018 acabou por o prejudicar mais do que seu companheiro

Tom Luthi e Franco Morbidelli formaram uma dupla totalmente nova na Marc VDS, equipe satélite da Honda, depois que Morbidelli derrotou Luthi pelo título da Moto2 no ano anterior.

Mas enquanto o ítalo-brasileiro  somou 50 pontos e terminou como estreante do ano, Luthi ficou para trás e terminou a temporada como o único que fez a temporada completa a não marcar pontos.

Refletindo sobre sua temporada, Luthi avalia que pagou o preço por perder o teste pós-temporada de 2017 devido a uma lesão e que seu progresso foi frustrado pelo conflito entre o dono da equipe, Marc van der Straten, e o chefe da equipe, Michael Bartholemy, que entrou em erupção em maio.

"O que aconteceu... acho que poderia escrever três livros", disse Luthi, que voltará à Moto2 no próximo ano.

“O que foi claramente um erro meu, o que subestimei, foram os testes em novembro, que perdi devido a lesão. Eu pensei que poderia compensar isso e, com bom trabalho e apoio, isso pode ser feito. Mas eu estava muito longe e não conseguimos diminuir a diferença.”

“Então a temporada começou e as coisas não foram tão ruins no Catar. Mas eu ainda não fazia ideia. Eu estava perto dos pontos, mas não tinha a menor ideia sobre gerenciamento de pneus, economia de combustível e assim por diante durante a corrida.”

"Então, mais tarde, a explosão da equipe veio, o que realmente me machucou mais do que, Franco, por exemplo."

Bartholemy acabou por ser removido de seu papel na Marc VDS, enquanto a equipe saiu da categoria rainha no final da temporada.

Perguntado porque ele achava que Morbidelli estava menos impactado pela reviravolta, Luthi disse: “O ambiente poderia tê-lo tornado um pouco mais independente na  equipe. Esse também é um ponto do qual eu posso aprender.”

Luthi, que consistentemente não tinha confiança da moto difícil da Honda, disse que ficou pensando se levar o chefe de equipe, Gilles Bigot, com ele da Moto2 foi um erro.

Ele também admitiu estar intrigado com o fato de não ter conseguido diminuir a diferença para Morbidelli enquanto a campanha avançava.

“Isso é o que eu tenho pensado, claro. O que aconteceu? Ele podia dar passos adiante enquanto eu ficava parado com os problemas que tinha.”

“Claro que a cooperação dentro da equipe e o apoio também é muito, muito importante. Você também precisa de informações do lado de fora para poder desenvolver mais.”

“Talvez essas informações estivessem faltando em algum lugar. Às vezes me senti um pouco perdido. Soa estúpido, mas é assim que é.”

“Eu não sabia o que fazer porque nada adiantava. Claro que fiquei frustrado e desapontado, e não sabia realmente quais eram as razões.”

O piloto suíço deu a entender que Morbidelli, que vai para a equipe Petronas no próximo ano e impressionou no primeiro teste com a moto da Yamaha, se beneficiou de ter Valentino Rossi como seu mentor, pois “se ele [Rossi] diz alguma coisa, acontece”.

Luthi ressaltou: “Não estou dizendo que ele [Morbidelli] teve mais apoio da Honda. Isso seria errado.”

“Ele está fazendo um bom trabalho, tenho que dizer isso claramente. Ele apenas faz algumas coisas melhor que eu. Mas isso não significa que não posso aprender.”

“Do meu lado sempre ficou claro que eu queria lutar, lutar, lutar até a bandeira quadriculada da última corrida. Mas é claro que não posso fazer isso sozinho.”

“De qualquer forma, já havia uma fase em que a motivação caiu. E então, é claro, é difícil.”

“Eu não culpo ninguém por nada. É difícil quando não há sucesso. Não há futuro [para a equipe], de qualquer maneira, todo mundo já se foi. Tudo acabou de acontecer.”

Thomas Luthi, Estrella Galicia 0,0 Marc VDS

Thomas Luthi, Estrella Galicia 0,0 Marc VDS

Photo by: Gold and Goose / LAT Images

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