Cacá vê Galvão Bueno longe de aposentadoria: “Tem muita lenha para queimar”

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Cacá vê Galvão Bueno longe de aposentadoria: “Tem muita lenha para queimar”
Por:
, Repórter
30 de nov de 2019 12:40

Filho de narrador da Globo prevê pai bastante ativo nas narrações do automobilismo e outros esportes

Principal voz do automobilismo brasileiro na TV, Galvão Bueno deu um grande susto nos fãs, amigos, familiares e colegas de trabalho ao enfrentar problemas cardíacos pouco antes da cobertura da final da Taça Libertadores da América, já em Lima, no Peru.

Nesta sexta-feira, o narrador anunciou que estaria de volta para casa, tranquilizando todos que ficaram apreensivos sobre seu estado. Em Interlagos, participando da Porsche Cup, o piloto Cacá Bueno, filho de Galvão, falou sobre a saúde do pai com exclusividade ao Motorsport.com.

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“Ele foi para casa hoje, está bem, dentro do que pode, por uma lesão dessa”, disse Cacá. “Ele está querendo voltar ao trabalho e falou que daqui a 10 dias já pode trabalhar novamente, está louco para ir ao Catar para transmitir o último jogo (do Flamengo no Mundial de Clubes).”

“Se ele vai ou não, ainda vamos ver, mas está longe de pensar em parar. Ele adora muito o que faz. Foi algo que aconteceu com a saúde e agora é se cuidar de tocar para frente e continuar fazendo o que gosta.”

Apesar do grande susto, Cacá vê Galvão acumulando mais alguns anos nas narrações de automobilismo e de outros esportes: “Acho que o Galvão ainda tem lenha para queimar, foi muito bem em várias transmissões".

"A Corrida do Milhão da Stock Car que ele transmitiu foi muito boa, espetacular, e a F1 também.” Quando questionado sobre se gostaria de ver o pai novamente atrás dos microfones nas provas em que compete na Stock, Cacá iniciou uma 'campanha'.

“Tomara que narre, todo mundo só ganhou. A TV e o público ganharam. Sem desmerecer quem estava fazendo, mas é a identidade da voz do automobilismo que as pessoas estão acostumadas, com o tom, o jeito de falar, a informação.”

“Até o lance do (Lucas) di Grassi, a precisão daquele momento, sem esperar uma notícia da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), ele já dava a informação, então o Galvão tem essa credibilidade para falar de automobilismo e de futebol.”

“Não acho que ele pare tão cedo. Creio que em algum momento, logicamente, ele vai diminuir o ritmo, ficando para o lado do entretenimento, com ‘Bem, Amigos’ e outras coisas. Ele é um comunicador nato. Parar de falar com as pessoas, isso ele não fará tão cedo.”

Relembre bordões e frases 'imortais' de Galvão Bueno e cia

Galeria
Lista

Galvão Bueno: "Ayrton Senna do Brasil!"

Galvão Bueno: "Ayrton Senna do Brasil!"
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Foto de: Sutton Motorsport Images

Clássico bordão do icônico narrador em referência ao tricampeão da Fórmula 1

Galvão Bueno: "Eu sabia, eu sabia!!!"

Galvão Bueno: "Eu sabia, eu sabia!!!"
2/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

No GP do Japão de 1991, em que conquistou seu terceiro título, o brasileiro entregou a vitória para seu companheiro austríaco Gerhard Berger, para loucura de Galvão

Galvão Bueno: "Nelson Piquet veio por fora, veio de laaado na frente de Ayrton Senna”

Galvão Bueno: "Nelson Piquet veio por fora, veio de laaado na frente de Ayrton Senna”
3/20

Foto de: LAT Images

No GP da Hungria de 1986, a memorável ultrapassagem de Piquet sobre Senna, por fora, foi narrada de forma eufórica por Galvão

Galvão Bueno: "Andretti já foi embora, quando é que ele vai estrear?"

Galvão Bueno: "Andretti já foi embora, quando é que ele vai estrear?"
4/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Verbalizada no GP da Europa de 1993, a cornetada foi para Michael Andretti, então companheiro de Senna. Enquanto o brasileiro brilhou, o norte-americano abandonou outra vez, dando sequência à má fase na F1. Andretti nem terminou a temporada

Galvão Bueno: "Vibre mesmo, Rubinho! Soque o ar, solta o cinto, bate no cinto, levanta do carro, faz o que você quiser"

Galvão Bueno: "Vibre mesmo, Rubinho! Soque o ar, solta o cinto, bate no cinto, levanta do carro, faz o que você quiser"
5/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Narração épica da primeira vitória de Rubens Barrichello na F1, a primeira do Brasil em sete anos. Foi no GP da Alemanha de 2000. "Isso, Rubinho! Solta o cinto e levanta do carro! Ergue o seu punho, viva seu momento! Faça rolar suas lágrimas, porque elas são de alegria, mas são também de uma carreira muito sofrida, de muita gente que não acredita, de gente que tem o mau hábito de não respeitar o talento dos outros. Chega o momento de Rubens Barrichello. A vitória é sua, Rubinho!"

Cléber Machado: "Hoje não, hoje não, hoje sim... hoje sim."

Cléber Machado: "Hoje não, hoje não, hoje sim... hoje sim."
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Foto de: LAT Images

"É inacreditável. Olha, é inacreditável. Não há nenhuma necessidade de a Ferrari fazer isso". Foi assim que Cléber Machado definiu o fim do GP da Áustria de 2002. Um ano depois de a escuderia pedir para Barrichello entregar uma vitória ao alemão Michael Schumacher, que brigava pelo título em 2001, nova ordem obrigou o brasileiro a abdicar do triunfo de forma lamentável em 2002, quando Schumacher liderava com folga. Triste e inesquecível

Galvão Bueno: "Rrrrrubens Barrichello do Brasil!"

Galvão Bueno: "Rrrrrubens Barrichello do Brasil!"
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Foto de: Sutton Motorsport Images

O ocorrido na Áustria não apagou a marca registrada em homenagem a Rubinho, responsável pela última vitória brasileira na F1, na Itália, em 2009

Galvão Bueno: "Ai ai ai ai ai ai!

Galvão Bueno: "Ai ai ai ai ai ai!
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Foto de: Sutton Motorsport Images

No GP da Hungria de 2010, Schumacher tentou evitar ultrapassagem do brasileiro espremendo-o no muro. Mas Rubinho levou a melhor na batalha entre ex-companheiros de Ferrari. "O muro acabou na hora certa, gente, ele ia bater no muro. E olha que o Schumacher jogou ele na parede, amigo", definiu Galvão

Galvão Bueno: "Olha, com o Schumacher e com o Brundle, eles vão gastar dinheiro"

Galvão Bueno: "Olha, com o Schumacher e com o Brundle, eles vão gastar dinheiro"
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Foto de: LAT Images

Schumacher quebrou no GP do Japão de 1991. Galvão narrou: "Schumacher ficou para trás. Olha lá o Schumacher, a corrida acabando para ele. Fizeram [Benetton] a opção deles. Não quiseram mais o Piquet e o Moreno. Olha, com Schumacher e com Brundle, eles vão gastar dinheiro, viu? Eles vão gastar dinheiro na próxima temporada, porque o que eles [pilotos] batem não é fácil, e o que eles estouram de motor..."

Galvão Bueno: "Felipe! Felipe! Felipe Massa é do Brasil!

Galvão Bueno: "Felipe! Felipe! Felipe Massa é do Brasil!
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Foto de: Charles Coates / Motorsport Images

Mais um clássico de Galvão, desta vez para Massa, último piloto brasileiro na F1

Galvão Bueno: "Cadê o Glock, cadê o Glock, cadê o Glock? E o Glock não aguentou e não resistiu..."

Galvão Bueno: "Cadê o Glock, cadê o Glock, cadê o Glock? E o Glock não aguentou e não resistiu..."
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Foto de: XPB Images

"Hamilton é campeão mundial. Na última curva". Triste e memorável narração no GP do Brasil de 2008, no qual Massa foi campeão por alguns segundos, até que o britânico ultrapassou Timo Glock para conquistar seu 1º título, ainda com a McLaren

Galvão Bueno: "Chegar é uma coisa, passar é outra"

Galvão Bueno: "Chegar é uma coisa, passar é outra"
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Foto de: Reprodução

Mesmo quem não gosta de F1 já deve ter ouvido este clássico

Galvão Bueno: "Aí o piloto virou passageiro"

Galvão Bueno: "Aí o piloto virou passageiro"
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Foto de: XPB Images

Bordão do narrador para situações de chuva forte

Galvão Bueno: "Olha o que faz o piloto!"

Galvão Bueno: "Olha o que faz o piloto!"
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Foto de: XPB Images

Mais um bordão de Galvão para situações de chuva na F1

Luis Roberto: "Gol da Holanda!"

Luis Roberto: "Gol da Holanda!"
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Foto de: Glenn Dunbar / Motorsport Images

Max Verstappen venceu o GP da Áustria de forma impressionante neste ano. Depois ultrapassar a Ferrari do alemão Sebastian Vettel, o holandês fez um "gol da Holanda", como definiu Luis Roberto

Sérgio Maurício: "No capricho!"

Sérgio Maurício: "No capricho!"
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Bordão elogioso de Sérgio Maurício (à direita), mais um narrador de automobilismo do Grupo Globo

Téo José: "Não perde mais!"

Téo José: "Não perde mais!"
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Marca registrada do narrador da Fox Sports, que sempre emprega o bordão para decretar o vencedor das corridas

Téo José: "Não p... Perde, perde, perde!"

Téo José: "Não p... Perde, perde, perde!"
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Foto de: KOZ

"Passa Tony, passa Tony, passa Tony, passa Tony, passa Tony. Não perde mais, Tony Kanaan!" Na versão feliz do 'hoje não, hoje sim', Téo José viu Max Papis ter pane seca para delegar ao brasileiro Tony Kanaan sua primeira vitória na Indy, na US 500 de 1999

Luciano do Valle: "Bateu Al Unser! Bateu Al Unser! Emerson vai ganhar! Emerson vai ganhar! O Brasil ganhou!"

Luciano do Valle: "Bateu Al Unser! Bateu Al Unser! Emerson vai ganhar! Emerson vai ganhar! O Brasil ganhou!"
19/20

Foto de: IndyCar Series

"Sabe por quê? Vai dar bandeira amarela, e o Emerson está na frente. Ganhou o Brasil! Ganhou o Brasil! Espetacular! Uma vitória que vai ficar para a história de todos nós!". Foi assim que o saudoso narrador definiu a primeira vitória de Emerson Fittipaldi nas 500 Milhas de Indianápolis, em 1989

Sergio Lago: "Aí está o ronco dos motores, a emoção, a adrenalina já no sangue dos pilotos. Tudo pronto para mais uma etapa...."

Sergio Lago: "Aí está o ronco dos motores, a emoção, a adrenalina já no sangue dos pilotos. Tudo pronto para mais uma etapa...."
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Foto de: Michael L. Levitt LAT Photo USA

O ex-narrador de Speed e Fox Sports tem um jeito característico após o comando de ligar os motores nas provas da NASCAR. Além dele, ficou famoso também o "Bandeira verde!", anunciando o início de cada prova da maior categoria do automobilismo norte-americano.

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Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1 , Stock Car Brasil
Autor Carlos Costa