Pilotos reclamam de baixa pontuação em Corrida de Duplas

Após flexibilização de regras, pilotos creem que convidados experientes possam prejudicar nivelamento técnico da prova

Pilotos reclamam de baixa pontuação em Corrida de Duplas
Antonio Pizzonia
Carro de Marcos Gomes e Antonio Pizzonia
Thiago Camilo
Carro de Felipe Fraga e Rodrigo Sperafico
Cacá Bueno e Ricardo Sperafico
Átila Abreu e Nelsinho Piquet avaliam a pista
Carro de Ricardo Zonta e Laurens Vanthoor
Carro de Allam Khodair e Antonio Felix da Costa
Carro de Thiago Camilo e Lucas di Grassi
Carro de Rubens Barrichello e Augusto Farfus

A terceira Corrida de Duplas da Stock Car acontece neste final de semana no Autódromo Internacional de Curitiba. No entanto, com poucas estrelas de fora neste ano, o paddock da categoria está menos animado para sua realização.

Além da falta de nomes estrangeiros, outras reclamações são os poucos pontos dados nesta prova (seis para o vencedor e apenas um para o sexto de forma decrescente) e o fato de muitos convidados terem grande experiência na categoria. Por exemplo, vencedor de prova no ano passado, Tuka Rocha é o convidado de Gustavo Lima, e Antonio Pizzonia, vencedor de duas em 2014 e piloto da Mico’s até 2015, é o de Marcos Gomes.

“Tudo isso tirou o foco dos pilotos que estão no campeonato”, disse Ricardo Zonta que correrá ao lado do belga Laurens Vanthoor ao Motorsport.com.

“Terem mudado o regulamento para pilotos que venceram provas no ano passado poderem correr está errado. Descaracteriza a corrida. Nós trouxemos um piloto estrangeiro, um convidado de verdade. Um piloto que correu no ano passado sabe o ritmo de corrida, pode usar várias táticas na corrida e o piloto convidado não sabe dessas coisas.”

O companheiro do paranaense na Shell Racing, Átila Abreu, também reclamou. “Acho que não dá para considerar o Antonio Pizzonia um piloto convidado, um cara que disputou os últimos anos regularmente e até ganhou corrida”, disse a dupla de Nelsinho Piquet.

“Está na regra, não tem o que questionar, mas é complicado quando você faz um investimento e traz um piloto com pouca experiência no carro. Não acho justo.”

Ao lado de Lucas Di Grassi, Thiago Camilo também questionou a prova de 2016. “Deveria ter alguma restrição, porque senão perde o sentido de convidar. Nada contra ninguém, mas acho que foge um pouco da proposta dessa Corrida de Duplas que é trazer gente de fora.”

“É justificado por isso. Mas seis pontos não é pouco, tivemos campeonato decidido por menos que isso. Em 2013 eu perdi o campeonato por um. Não é pouco”, riu.

Por outro lado, Marcos Gomes, mesmo reconhecendo a vantagem, se defendeu usando de argumento os poucos pontos em disputa na prova. “O Pizzonia me beneficia. Escolhemos um grande piloto, mas prejudicaram a gente com esta pontuação muito menor”, falou.

“Falaram que era 12, voltou para seis, trocaram, mas depois voltaram para seis. Acho que para uma corrida como essa seis é bem pouco, mas é o regulamento e nós vamos querer esses seis pontos.”

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