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Asa traseira divide opiniões entre os pilotos

Depois de simular o uso do dispositivo em situação de corrida, há quem acredite que as ultrapassagens não serão tão fáceis

Vettel achou difícil ultrapassar mesmo com a nova asa ativada

O uso da asa traseira móvel em condições de corrida dividiu opiniões no paddock. A FIA fez um teste do sistema na última meia hora do segundo treino livre desta sexta-feira: quando um piloto chegava a menos de um segundo de um carro à sua frente na área delimitava na curva 14, recebia no cockpit um sinal eletrônico liberando o uso do dispositivo. O TotalRace ouviu alguns pilotos sobre o tema, e o discurso foi bem heterogêneo.

Para Rubens Barrichello, da Williams, a ideia tem boas chances de cumprir seu objetivo. “Se você estiver um segundo atrás, a asa funciona. Cheguei atrás de um companheiro e deu certo. Na corrida será algo tranquilo. Tudo bem que não dava para saber o quanto o carro da frente tinha de combustível, mas a ultrapassagem foi fácil”, afirmou.

Fernando Alonso também pôde conferir a novidade, quando usou a asa móvel para deixar para trás um carro da Toro Rosso. Ele contou ao TotalRace como foi: “Acho que o piloto até facilitou, mesmo porque era um treino livre. Mas foi fácil. Só pelo lado técnico, a asa móvel deve facilitar as ultrapassagens. Mas é claro que quem estiver na frente vai se defender e tomar a linha de dentro na freada da curva. E usar a asa tentando ultrapassar por fora vai tornar tudo mais difícil”, analisou.

Quem preferiu não tirar conclusões foi o atual campeão do mundo Sebastian Vettel. “Eu até tentei ultrapassar e não consegui! O que não é ruim, porque não queremos que as corridas fiquem artificiais. Mas para responder se vai funcionar, temos de esperar a corrida, na qual todos estarão com o mesmo nível de combustível e com pneus no mesmo estado de degradação”.

Companheiro de equipe de Vettel, o australiano Mark Webber fez uma observação importante: a eficiência da asa vai estar diretamente ligada ao uso dos pneus: “Tentei passar Lewis e não foi tão difícil. Mas tudo vai depender da diferença do estado dos pneus em cada carro. Se eles forem muito distintos e quem estiver atrás estiver com a borracha melhor, a asa será um instrumento poderoso”, afirmou.

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