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CEO da Rio Motorsports se diz “indignado” e vê “perseguição” contra autódromo do Rio

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CEO da Rio Motorsports se diz “indignado” e vê “perseguição” contra autódromo do Rio
29 de mai de 2020 16:12

Após justiça negar recurso que manteve suspensão de audiência pública sobre autódromo, JR Pereira emitiu nota à imprensa

Nesta semana, desembargador da 23ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, Murilo Kieling, não aceitou recurso do Governo do Estado do RJ e manteve a suspensão da realização de audiência pública virtual marcada para esta sexta-feira (29), relacionada à construção do novo autódromo em Deodoro, no Rio de Janeiro.

A audiência serviria para a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para a realização da obra.

Nesta sexta-feira, o CEO da Rio Motorsports, JR Pereira, emitiu nota à imprensa, protestando sobre essa medida. Entre outros assuntos, ele se diz indignado sobre a decisão, diz que o autódromo vem sendo alvo de "perseguição", culpa promotores no caso da perda de eventos como a F1 e MotoGP, além de prometer continuar lutando pela viabilização do local.

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Confira a nota na íntegra:

A Rio Motorsports vem a público manifestar sua profunda indignação com a suspensão da realização da Audiência Pública para construção do Novo Autódromo do Rio de Janeiro. A decisão representa um verdadeiro desalento a quem quer investir nesse país e reforça o absoluto estado de insegurança jurídica pela qual passa o Brasil.

 A Ação Civil Pública apresentada à 14ª Vara de Fazenda Pública é a materialização de um cenário que tem se repetido exaustivamente. O projeto da nova pista carioca tem sido alvo de uma perseguição contumaz e abjeta por parte do Ministério Público.

A argumentação dos integrantes do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA) não passou de um instrumento torpe para induzir a justiça ao erro e, mais uma vez, por razões incompreensíveis, criar obstáculos à continuidade do projeto do Novo Autódromo do Rio de Janeiro.  Eles se acham no direito de determinar que geração de empregos e a retomada da economia não é uma urgência para o Rio de Janeiro.

A causa nesta ação descabida nunca foi o Meio Ambiente. Sabemos disso pelo simples fato de que outros projetos, cujos impactos ambientais são substancialmente maiores e caracterizados como permanentes (ao contrário do Rio Motorpark), já tiveram suas audiências públicas virtuais realizadas e nenhum integrante do MPRJ criou qualquer óbice.

Por que essa preocupação seletiva? Por que o GAEMA só tem olhos para o projeto do autódromo, que vai implantar um horto florestal e plantar mais de 700 mil árvores, proporcionando ao Rio de Janeiro um dos maiores programas de reflorestamento de sua história? Por que os promotores se calam frente a outros projetos que, de fato, trarão prejuízo à flora e fauna local? Por que tentar protelar a realização de apresentação de um Estudo que já é PÚBLICO desde 04.12.2019 (dia que o EIA-RIMA foi publicado no site do INEA)?

Vivemos em um país que passa por seu momento mais difícil em muitas décadas, em um Estado que vive situação econômica extremamente complicada e em um Município em que não há previsão de realização de grandes obras que possam criar novos postos de trabalho e aumentar a arrecadação de impostos. A despeito dessa situação crítica, eventuais motivações espúrias podem estar destruindo um projeto que resultará em mais de 30 bilhões de dólares em impacto econômico e impedindo que o Rio de Janeiro e do povo carioca tenham a possibilidade de receber megaeventos de ressonância global.

Caso o Brasil venha a perder a possibilidade de manter-se como sede de uma etapa da Fórmula 1 e de receber a MotoGP, os responsáveis serão os Srs. Promotores de Justiça Gisela Corrêa, José Alexandre Mota, Plinio Vinicius Araújo, Julia Miranda e Silva Sequeira, Glaucia Torres de Oliveira Melo e Luciana Rodrigues.

Ações ativistas como essa, infelizmente, se tornaram uma forma de Quarto Poder no país, passando por cima de decisões que são de caráter discricionário do Executivo e da função primordial do Judiciário. Estamos vivendo em um país em que o Ministério Público decide se podemos ou não investir e gerar empregos. Estamos vivendo em um país em que o MP decide se podemos ou não sonhar. Estamos vivendo em um país em que fazer o certo não vale mais nada. O que importa é a agenda própria deste órgão que se vê como detentor exclusivo da verdade.

Ainda temos tempo e continuaremos lutando com todas as nossa forças. Continuaremos tentando cumprir a decisão que envolveu a União, o Estado, a Prefeitura, o Ministério Público, o COB, a Autoridade Pública Olímpica e a CBA e que OBRIGA a construção do novo autódromo carioca. Continuaremos acreditando no imenso potencial do Rio de Janeiro em ser uma das grandes capitais do esporte a motor do mundo.

JR Pereira

CEO da Rio Motorsports

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