Ex-F1, médico continua pessimista sobre Schumi: "Nem quero ver as notícias"

Gary Hartstein escreveu em seu blog que possibilidade de heptacampeão retomar a consciência é mínima

Ex-F1, médico continua pessimista sobre Schumi: "Nem quero ver as notícias"
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Nem as recentes notícias de que Michael Schumacher já consegue responder a estímulos animou o ex-médico da F1, Gary Hartstein. Em seu blog, o americano que trabalhou na categoria de 2005 a 2012, voltou a escrever com tons pessimistas sobre a possibilidade de o heptacampeão recuperar sua consciência.

Schumacher sofreu um acidente de esqui no final de 2013 e desde então está internado em coma, no Hospital de Grenoble, na França. "Tenho medo (quase certeza) de que não escutaremos mais nenhuma notícia boa sobre Michael. Atualmente, prefiro nem ver as notas oficiais da família", disse o americano, que justificou: “Depois de seis meses, apenas uma pequena fração de pacientes nessa situação retomam a consciência. Normalmente, permanecer em estado vegetativo ou falecer são as consequências mais comuns. E, depois de um ano, ninguém que está em um estado vegetativo permanente conseguirá recuperar a consciência", argumentou.

[publicidade] Hartstein, no entanto, vê uma pequena possibilidade para Schumacher, caso ele realmente esteja respondendo a estímulos, mas nada muito animador. “Caso o estado dele hoje seja o de responder a estímulos, sua situação é ligeiramente melhor e poderia haver uma pequena possibilidade de melhora no estado de consciência nos próximos meses e anos. Porém, um número muito pequeno de pacientes no estado de consciência mínima voltam a falar, andar, se vestir, etc. De qualquer jeito, quem trabalha com um grande número de pacientes com sérias lesões na cabeça já viu melhoras surpreendentes e inesperadas, mas são muito raras”.

Para o médico, o fato de serem poucas as informações sobre o estado do ex-piloto alemão é um indício de que as notícias não são boas. “Considero que, se houvesse boas notícias para dar, já teriam dito. Não vejo razão para não contar a seus fãs se coisas significativamente boas tivessem acontecido”, opinou.
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