Fórmula 1 GP da Bélgica

F1: Hamilton deve ter punição de grid em breve; entenda cenário

Lewis está no limite da alocação de vários componentes de sua unidade de potência; confira

Lewis Hamilton, Mercedes-AMG, on the grid

Piloto britânico da Mercedes, o heptacampeão Lewis Hamilton pode ter uma punição de grid para o GP da Holanda de Fórmula 1 após danos decorrentes do acidente com o espanhol Fernando Alonso, da Alpine, no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, no último domingo.

A unidade de potência utilizada por Hamilton na etapa belga foi enviada à fábrica de motores da Mercedes em Brixworth, na Inglaterra, para inspeções após a corrida do último fim de semana, na qual o britânico abandonou um pouco depois da batida com o antigo rival espanhol.

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Caso a Mercedes avalie que os danos foram grandes demais para usar a unidade novamente, o hepta deverá ter uma punição de grid no futuro breve. As 'sequelas' do incidente com Alonso são majoritariamente relacionadas ao violento 'pouso' de Hamilton após a 'decolagem' em Spa.

Na sequência, uma onboard de Alonso e de outros pilotos mostra um fluído saindo da traseira do W13 de Hamilton, que reportou que podia sentir algum dano no monoposto das Flechas de Prata na Bélgica.

A equipe estudou a telemetria do carro de forma imediata, após o impacto, e, logo na sequência, o engenheiro de corrida de Hamilton, Peter Bonnington, pediu que o piloto parasse seu carro assim que pudesse.

Quando o heptacampeão 'estacionou', viu-se que saía bastante fumaça do veículo, de modo que há uma grande preocupação com a unidade de potência em questão, o que também se justifica pela urgência com a qual 'Bono' pediu para Hamilton abandonar.

Um porta-voz da Mercedes confirmou ao Motorsport.com que o motor foi enviado a Brixworth para avaliações e que um veredito relativo à possibilidade de usá-lo ou não novamente deve ser dado em breve, notando que a 'saúde' do V6 é "definitivamente uma preocupação".

Lewis Hamilton, Mercedes W13 crash with Fernando Alonso, Alpine A522

Lewis Hamilton, Mercedes W13 crash with Fernando Alonso, Alpine A522

Hamilton havia usado só duas unidades de combustão interna antes de instalar a terceira na sexta-feira em Spa, de modo que o motor em questão estava novo e tinha uma 'durabilidade' esperada de aproximadamente sete corridas, de modo que a expectativa era seguir com ele até o fim do ano.

Ademais, Hamilton está no limite da alocação dos seus MGU-K (um novo também foi instalado em Spa), além de turbo, MGU-H, controle eletrônico e armazenamento de energia, de modo que qualquer novo componente gerará uma punição de grid.

Entretanto, a Mercedes diz que suas unidades de potência antigas estão operacionais. Por outro lado, elas já têm alta quilometragem e as equipes tipicamente as reservam para treinos livres de sexta-feira. Além disso, após o GP da Holanda, vem a prova de Monza, que exige muito do motor.

Para piorar, não foi apenas a unidade de potência de Hamilton que foi potencialmente impactada com o incidente envolvendo Alonso: a caixa de câmbio foi outra peça atingida, com seu suporte sendo quebrado. Porém, caso seja preciso instalar uma caixa nova, ela ainda estará na alocação.

VÍDEO: Análise da 'treta' entre Alonso e Hamilton em Spa

Podcast #192 – Sequência de corridas decidirá campeonato da F1?

 

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