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F1: Masi rebate pilotos e diz que sistema de pontuação na superlicença não precisa ser revisto

Polêmica voltou a ser debatida após punições no GP da Áustria; diretor de prova disse que equipes aprovaram sistema no fim de 2020

Michael Masi, Race Director, FIA

O show de punições durante o GP da Áustria de Fórmula 1 colocou novamente a direção de prova sob os holofotes, com pilotos e equipes criticando a distribuição de pontos na Superlicença de modo banalizado. Mas o diretor Michael Masi rebateu as críticas, afirmando que não há motivos para revisar esse sistema, que pode banir os pilotos de uma corrida.

Segundo as regras atuais, se um piloto acumular 12 pontos dentro de um período de 12 meses, ele será banido por um GP. Essas punições são distribuídas automaticamente pelos comissários da FIA através de uma lista de ofensas junto com as outras penalizações, como acréscimo de tempo ou perda de posições no grid de largada.

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Alguns observadores sugeriram que um acúmulo alto de pontos por uma série de eventos relativamente pequenos podem gerar uma penalização injusta a um piloto que, no geral, possui um bom histórico.

O caso de Lando Norris trouxe o debate de volta à tona na Áustria no último final de semana, com o piloto da McLaren recebendo dois pontos pelo seu incidente com Sergio Pérez além de cinco segundos no tempo de prova, pagos no pit stop.

Com isso, Norris tem no momento dez pontos ficando a apenas dois da suspensão, apesar de que dois desses vencem já nesta semana, colocando-o com oito no momento do GP em Silverstone. Mas com os próximos vencendo apenas em novembro, o britânico precisa ter cuidado para não acumular mais quatro nos próximos meses.

O chefe da McLaren, Andreas Seidl, foi um dos que criticaram o sistema, junto com o próprio Norris e o líder do campeonato, Max Verstappen.

"Do meu ponto de vista, é preciso uma revisão", disse Seidl. "Acho que todos concordamos que receber uma suspensão de uma corrida como consequência por um incidente como o da Áustria não pode ser o correto".

Porém, Masi disse que o sistema foi discutido em reuniões com chefes de equipe e o consenso era de que ele deveria ser mantido como está.

"Para ser honesto, é um sistema de punição por pontos que existe", disse Masi. "Então ele está presente há muito tempo, sem diferenças com aqueles para quem dirige na estrada em vários países pelo mundo. E eles precisam ajustar seus estilos de pilotagem de acordo".

"Então não, não acho queseja duro demais. Isso foi discutido no fim do ano passado. E é engraçado, porque afeta pilotos diferentes em equipes diferentes de modos diferentes. E o consenso no fim do ano, falando com todos, equipes, FIA e F1 é de que não deveria ser modificado para este ano".

"E isso é algo que jamais seria mudado no meio do ano. A escala de punições é algo que todas as equipes concordaram e têm uma chance de opinar no início do ano. É isso que os comissários usam".

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