F1: Massa ‘aprova’ personalidade “não latina” de Vasseur e elogia pilotos

Brasileiro comentou a troca de comando da Ferrari e a responsabilidade dos atuais pilotos

Carlos Sainz, Ferrari, 2nd position, with Felipe Massa after the Sprint

Apesar de Felipe Massa ter passagens por equipes como Sauber e Williams, foi na Ferrari que o brasileiro teve maior identificação, até pelo fato de ter se aproximado do título mundial de Fórmula 1, em 2008.

Por causa disso, Massa se tornou uma das referências para a imprensa italiana em assuntos capitais. O tradicional jornal La Gazzetta dello Sport realizou uma entrevista exclusiva com o piloto que ‘vestiu vermelho’ de 2006 a 2013. Na pauta, diversos assuntos, com a mudança no comando da equipe sendo um dos principais.

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“Todo mundo que trabalhou com ele fala muito bem”, disse Massa se referindo a Ferderic Vasseur, novo comandante. “Ele alcançou muito sucesso no automobilismo e tem grande experiência em gerenciamento de equipes.”

E ponderou: “Mas estar no comando da Ferrari é completamente diferente. Nesse sentido, é uma grande mudança para Fred também. Será importante construir um bom relacionamento com todas as áreas da equipe e com a alta administração da empresa. O que joga contra ele é o tempo, porque a equipe de Maranello não conquista o título há muitos anos e há uma pressão enorme sobre eles”.

“Acompanho a carreira dele desde que ele tinha a equipe na F3, ele era sócio do Nicolas Todt, meu empresário. Ele é muito racional em suas escolhas, não tem personalidade latina, e isso é bom porque às vezes tem muita confusão. Se olharmos para trás, quem fez melhor trabalho na Ferrari, assumindo em um momento difícil, foi Jean Todt, francês como Vasseur. Mas teve sete anos para vencer.”

Sobre o antigo chefe da escuderia, Mattia Binotto, Massa falou sobre os erros, mas não o considerou apenas ele como ‘culpado’.

“Conheço Mattia desde que era piloto de testes da Ferrari e o considero um engenheiro muito bom, que fez muito pela equipe, primeiro como diretor técnico e depois chefe de equipe. Mas houve muitos erros no ano passado e talvez até um problema de relacionamento com a alta administração e com John Elkann. Alguém tinha que pagar e havia a opção de trocar, mesmo que Binotto não fosse o único culpado. Claro que a equipe precisa de ser melhorada em muitos aspetos, temos de ser mais frios nas decisões e na execução dos jogos.

Sobre a dupla de pilotos, Charles Leclerc e Carlos Sainz, Massa os vê sem culpa, mesmo eles sendo apontados como parte dos problemas da Ferrari no ano passado.

"Eu realmente gosto deles. O problema da Ferrari certamente não são os pilotos. Charles mostrou que sabe vencer com o carro à altura. No ano passado pagou pela pressão, tal como toda a equipe, depois de um início de campeonato que o viu liderar a classificação e depois perder toda a vantagem em poucas corridas, pelos motivos já referidos. A colaboração com Carlos é positiva. Eles se pressionam, nos treinos e na pista, e isso é produtivo para a equipe”.

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