F1: Presidente da FIA polemiza com comentário sobre Hamilton, Vettel e Norris

“Niki Lauda e Alain Prost só se preocupavam em guiar", argumentou o mandatário; confira

F1: Presidente da FIA polemiza com comentário sobre Hamilton, Vettel e Norris
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Novo presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) após a saída de Jean Todt do comando da entidade em 2022, Mohammed ben Sulayem fez crítica polêmica à postura dos pilotos de Fórmula 1 Lewis Hamilton, britânico da Mercedes, Sebastian Vettel, alemão da Aston Martin, e Lando Norris, britânico da McLaren. O novo mandatário reprova o ativismo com pautas sociais feito pelos competidores e sugere que eles 'impõem suas crenças além do esporte'.

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Para o chefão do órgão, o esporte a motor não deveria se envolver com temas políticos. Como contraponto aos nomes supracitados, o dirigente citou antigos nomes da F1, como o francês Alain Prost e o austríaco Niki Lauda.

Mohammed Ben Sulayem e Kimi Raikkonen

Mohammed Ben Sulayem e Kimi Raikkonen

Photo by: Automobile & Touring Club of the United Arab Emirates

“A FIA precisa ter cuidado para não ser arrastada para a política, sem esquecer nossas raízes no automobilismo”, explicou em entrevista ao GrandPrix247. “Niki Lauda e Alain Prost só se preocupavam em guiar."

"Agora, Vettel pedala numa bicicleta de arco-íris (o germânico, aliás, está na capa da próxima edição da revista LGBTQIA+ Attitude, referência global no segmento, além de a Aston levantar a bandeira em sua sede), Lewis é apaixonado pela questão dos direitos humanos (a Mercedes terá seu emblema colorido no GP do Azerbaijão) e Norris fala de saúde mental. Todo mundo tem o direito de pensar. É uma questão de se devemos impor o tempo todo nossas crenças em algo além do esporte”, seguiu.

 
 

“Sou de uma cultura árabe: sou internacional e muçulmano. Não imponho minhas crenças nos outros, de jeito nenhum, nunca. Se olharmos para minha operação nos Emirados Árabes Unidos, temos [gente de] 16 nacionalidades."

"Diga uma única federação que tenha esse número de nacionalidades. Além disso, são 34% de mulheres e sete religiões. Ainda temos mais cristãos que muçulmanos. Tenho orgulho disso porque cria credibilidade e mérito."

Fernando Alonso e Mohammed ben Sulayem

Fernando Alonso e Mohammed ben Sulayem

Photo by: E. Vargiolu / DPPI

"Mas eu imponho minhas crenças? Não. As regras existem e, ainda hoje, estão lá até para questão como, por exemplo, joias. Eu não escrevi nada disso”, completou o presidente do órgão regulador do automobilismo.

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