F1: Wolff está "otimista" com mudanças na FIA, mas diz que é "impossível" esquecer Abu Dhabi

Chefe da Mercedes elogiou decisões tomadas pelo novo presidente da federação e quer seguir em frente mesmo com final de 2021 na memória

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O chefe da Mercedes, Toto Wolff, está "otimista" com as mudanças feitas no gerenciamento da Fórmula 1 pela FIA após a investigação sobre o GP de Abu Dhabi de 2021, dizendo que as mudanças estruturais foram "necessárias", mas que "não é possível" esquecer aquele evento.

O presidente da federação, Mohammed Ben Sulayem, anunciou na última quinta-feira (18) uma série de modificações na forma como as corridas seriam realizados, depois do controverso final da última temporada entre Lewis Hamilton e Max Verstappen.

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O diretor de provas, Michael Masi, foi substituído por Niels Wittich e Eduardo Freitas, enquanto uma nova sala de controle de corrida virtual apoiará os oficiais da FIA. Herbie Blash, o número dois de longa data de Charlie Whiting, também retorna como conselheiro sênior.

A Mercedes inicialmente protestou contra o resultado da corrida em Abu Dhabi depois de ver Hamilton perder o campeonato no reinício da volta final. Depois, abandonou todas as ações após a FIA confirmar seus planos de investigar e reformar.

Falando no lançamento do carro de 2022 nesta sexta-feira, Wolff disse que "os passos certos foram dados" e que estava "otimista sobre as mudanças implementadas".

"Certamente o papel de diretor de provas não é fácil, e agora temos dois caras muito experientes lá, isso é bom", comentou. "A estrutura de apoio que foi construída em torno deles é essencial, não apenas na parte do diretor, mas também com uma sala de controle onde eles podem contar com feedback e recursos para facilitar o processo de tomada de decisão."

"Acredito que nos últimos dois anos vimos um pouco de freestyle na interpretação do regulamento. Então sim, estou feliz com o que foi implementado pelo novo presidente."

Michael Masi, Race Director

Michael Masi, Race Director

Photo by: Simon Galloway / Motorsport Images

Wolff negou que a decisão da Mercedes de desistir do recurso tenha sido ligada à saída de Masi, mas reiterou que a divisão que surgiu após algumas das decisões dos comissários no ano passado mostrou a necessidade de mudanças.

"A reestruturação de como as decisões estão sendo tomadas na F1, as decisões esportivas e também as decisões técnicas foram necessárias", disse ele. "O ano passado foi uma ótima temporada, mas criou muita polarização com escolhas que nem sempre foram fáceis de entender."

Especulou-se que Hamilton estava 'desiludido' com as ações da FIA em Abu Dhabi após sua derrota para Verstappen. Segundo ele, passou por um "momento difícil" que o fez se afastar do mundo da F1 durante a intertemporada.

Wolff disse que as decisões em Yas Marina permaneceram "um choque" e "sem precedentes", mas enfatizou a necessidade de se concentrar na próxima temporada.

"Temos que seguir em frente com isso", comentou. "Acho que ficou no passado e, com as medidas anunciadas ontem por Mohammed, precisamos deixar isso de lado."

"Não vamos esquecer, porque isso não é possível, mas precisamos olhar para 2022 e, especialmente hoje lançando o carro, deve ser o momento em que podemos realmente, com os passos que foram dados pela FIA, embarcar com incentivo na temporada."

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