Honda cobra redução de custos e não descarta saída da Indy, podendo aumentar presença na F1

Declaração do dirigente da montadora japonesa deve preocupar categoria de monopostos norte-americana

Honda Logo

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Andy Hone / Motorsport Images

Problemas para o futuro? O diretor de automobilismo da Honda, Chuck Schifsky, falou abertamente sobre a possível saída da montadora da Indy nos próximos anos caso os custos não sejam controlados. Isso pode levar inclusive a uma intensificação do programa da marca em outras categorias, como a Fórmula 1 ou mesmo a entrada em outras, como a NASCAR.

No centro dessa crise está a introdução do motor híbrido. Inicialmente planejado para os últimos anos, a chegada da nova era passou por mais um adiamento, ficando apenas para depois das 500 Milhas de Indianápolis de 2024.

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Em entrevista à Racer, Schifsky falou sobre como os custos técnicos preocupam a Honda, que possui um acordo con a Indy até 2026, ou seja, até o fim do atual ciclo regulatório. Porém, para que a continuidade seja garantida, algumas coisas precisam mudar.

"Os custos nos preocupam. Se não continuarmos [na Indy], esse será o motivo".

Segundo Schifsky, esse é também o motivo por trás da dificuldade da Indy em conseguir novas montadoras ao lado da Honda e da Chevrolet: "Se a renda justificasse os investimentos, outras fabricantes já estariam lá há muito tempo".

Tecnicamente, a Indy enfrenta muitos desafios, com diversas mudanças planejadas e anunciadas falhando de forma recorrente. Em primeiro lugar, a introdução dos novos motores 2,4L foi cancelada, optando pela manutenção dos atuais V6 2,2L até 2026. A unidade híbrida não parece ser confiável o suficiente também, sendo o motivo para o adiamento até o meio de 2024.

Piloto da McLaren, Pato O'Ward alertou recentemente para uma possível paralisação da categoria. O mexicano pediu ainda uma nova base para o chassi, usado desde 2012. Assim como os motores, o Dallara DW12 será mantido até pelo menos 2026.

A Honda atua na Indy desde 1994, mas a marca já confirmou que analisa alternativas para a categoria.

"Queremos economizar de cinco a dez milhões de dólares por ano em custos técnicos. Se isso não funcionar, ficará muito caro e faremos outra coisa. Pode ser a NASCAR, uma extensão do programa de F1, ou mesmo algo que não tenha nada a ver com o automobilismo".

Com a marca de luxo Acura, a Honda também tem uma forte presença na IMSA, com representação nas classes GTP e GTD. Segundo Schifsky, muitas montadoras estão aderindo à onda dos hipercarros porque os investimentos nesses programas valem a pena.

Para tornar o programa da Indy em algo lucrativo, a Honda depende de uma terceira montadora no grid, para reduzir os custos.

 


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