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F1 quer assinar pacto geral com equipes "o mais rápido possível”

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F1 quer assinar pacto geral com equipes "o mais rápido possível”
Por:
Traduzido por: Vital Neto
31 de out de 2019 12:58

Nova distribuição dos lucros e mudança no peso dos votos são os pontos decisivos na proposta enviada às equipes

O CEO da Fórmula 1, Chase Carey, descartou a existência de um prazo específico para que as dez equipes do grid assinem um novo Pacto de Concórdia, que estabelece a relação entre Federação Internacional de Automobilismo (FIA), FOM (administração da F1) e as escuderias do grid. O acordo atual expira no fim da próxima temporada e novos proprietários apresentaram apenas um rascunho do documento que valerá de 2021 a 2025.

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O Pacto de Concórdia é um acordo que estabelece a relação entre a FIA, as equipes e a FOM (Formula One Management), pertencente à Liberty Media, que gerencia e detém os direitos comerciais da categoria.

Entre as grandes mudanças, está a mudança no peso dos votos (10 para cada um dos três grupos), a revisão da distribuição da receita da F1 – aumentando a fatia que os times menores recebem a cada temporada.

“Realisticamente, o que apresentamos foi a estrutura do negócio a partir de 2021”, disse Carey a analistas de Wall Street. “Nosso objetivo seria ter tudo assinado o mais rápido possível, para acabar com as incertezas”.

Sobre a distribuição dos lucros, o mandatário defendeu uma divisão mais equilibrada, que permita que todas as dez equipes tenham chances de brigar na frente do pelotão, e não apenas três como é hoje.

“As três equipes de ponta estão gastando mais dinheiro porque recebem uma fatia maior ou por causa de seu espírito de competitividade esportiva? O fato é que esses times ganham uma parte maior na divisão dos lucros”.

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Efeito solo

Em meio às discussões sobre o novo regulamento da F1 para a temporada 2021, sabe-se que a principal mudança prevista é a reintrodução do efeito solo. O controverso sistema que 'gruda' os carros no chão e beneficia as ultrapassagens já foi banido da F1 no passado por ser considerado perigoso. No entanto, os entusiastas lembram que a competição era mais acirrada no período em que a tecnologia esteve presente. Relembre as curiosidades sobre o efeito solo:

Galeria
Lista

1970 - Chaparral 2J-Chevrolet

1970 - Chaparral 2J-Chevrolet
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Foto de: LAT Images

A tecnologia foi primordialmente explorada pela equipe Chaparral, que utilizou o modelo 2J no campeonato norte americano de protótipos, o Can-Am. No entanto, mesmo sem ter conquistado nenhuma vitória, a novidade foi banida da categoria.

1978 - Lotus

1978 - Lotus
2/18

Foto de: Rainer W. Schlegelmilch

A equipe chegou a experimentar o efeito solo em 1977, mas foi no ano seguinte que implementou a tecnologia em definitivo. O time venceu oito corridas naquele ano e conquistou o mundial de construtores e o mundial de pilotos com Mario Andretti.

1978 - Lotus

1978 - Lotus
3/18

Foto de: LAT Images

Andretti venceu seis provas e somou 64 pontos, 13 a mais que seu companheiro de equipe, Ronnie Peterson. A Lotus só não venceu todas as etapas do mundial porque seu carro tinha problema de confiabilidade, algo comum na antiga F1.

Colin Chapman: o criador, mas nem tanto

Colin Chapman: o criador, mas nem tanto
4/18

Foto de: Sutton Motorsport Images

Colin Chapman, o projetista chefe e proprietário da Lotus, colhe até hoje os louros pelo sucesso do efeito solo na F1. No entanto, apesar de ser o idealizador do carro vencedor, os responsáveis por trazer o efeito solo para a equipe foram Tony Rudd e Peter Wright, que já tinham tentado algo similar na BRM no final dos anos 60.

1978 - Brabham BT46B Alfa Romeo

1978 - Brabham BT46B Alfa Romeo
5/18

Foto de: LAT Images

Além da Lotus, outras equipes de várias categorias já estavam perseguindo ideias semelhantes desde o começo da década de 70. A Brabham foi quem mais se aproximou de bater a Lotus em 1978.

1978 - Brabham BT46B

1978 - Brabham BT46B
6/18

Foto de: Sutton Motorsport Images

Niki Lauda venceu a etapa da Suécia da F1 com um carro que usava um ventilador para "chupar" o ar debaixo do carro e forçar o efeito solo. No entanto, a tecnologia do time foi banida antes do fim da temporada.

1978 - Jody Scheckter, Ferrari 312T4

1978 - Jody Scheckter, Ferrari 312T4
7/18

Foto de: LAT Images

Apesar de não usar o efeito solo em 1978, a equipe italiana foi vice-campeã em 1978, graças à confiabilidade do carro que venceu todas as vezes que a Lotus teve problemas. Em 1979, a Ferrari reuniu o que tinha de melhor do carro do ano anterior com uma versão própria do efeito solo, e com isso dominou o campeonato. Jody Scheckter venceu e Gilles Villeneuve foi vice.

1980 - Williams FW07B Ford Cosworth

1980 - Williams FW07B Ford Cosworth
8/18

Foto de: LAT Images

A Williams resolveu dois problemas do efeito solo e faturou a temporada de 1980 com Alan Jones. A equipe conseguiu reduzir os custos da solução e fazer com que as peças se ajustassem às curvas, evitando a perda do efeito fora das retas.

1980 - Nelson Piquet, Brabham BT49-Ford Cosworth

1980 - Nelson Piquet, Brabham BT49-Ford Cosworth
9/18

Foto de: LAT Images

Nelson Piquet venceu suas primeiras corridas a bordo de uma Brabham naquele mesmo ano e fez frente à Alan Jones no campeonato mundial.

1980 - Brabham BT49

1980 - Brabham BT49
10/18

Foto de: Sutton Motorsport Images

O brasileiro triunfou três vezes na temporada e chegou a liderar o campeonato.

1980 - Nelson Piquet (Brabham) e Alan Jones (Williams)

1980 - Nelson Piquet (Brabham) e Alan Jones (Williams)
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Foto de: Jean-Philippe Legrand

No entanto, a falta de confiabilidade do carro acabou impedindo Piquet de pontuar nas duas últimas etapas, enquanto Jones vencia as provas e superava o brasileiro, sagrando-se campeão mundial.

1981 - Nelson Piquet, Brabham BT49C

1981 - Nelson Piquet, Brabham BT49C
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Foto de: LAT Images

O ano foi um dos mais disputados da história da categoria, com sete pilotos de seis equipes diferentes vencendo corridas.

1981 - Nelson Piquet, Brabham

1981 - Nelson Piquet, Brabham
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Foto de: Sutton Motorsport Images

Nelson Piquet brilhou no carro da Brabham, que era capaz de se ajustar às curvas para manter o efeito solo e vencer a concorrência. O brasileiro conquistava ali o primeiro título mundial de sua galeria.

1982 - Keke Rosberg, Williams FW08

1982 - Keke Rosberg, Williams FW08
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Foto de: Sutton Motorsport Images

No último ano do efeito solo na categoria, Rosberg se valeu da regularidade para ser campeão mundial.

1982 - Keke Rosberg, Williams

1982 - Keke Rosberg, Williams
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Foto de: Williams F1

Naquele ano, 11 pilotos diferentes venceram corridas, mas o finlandês, que venceu apenas uma, chegou mais vezes nos pontos do que todos os rivais e levou o caneco.

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo
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Foto de: LAT Images

Os acidentes se tornaram frequentes com o avanço do efeito solo, pois bastava o carro tocar no chão para o efeito ser totalmente cancelado, fazendo com que os pilotos perdessem o controle do carro. Dois dos acidentes foram fatais. Na imagem acima, o acidente que tirou a vida de Gilles Villeneuve.

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo
17/18

Foto de: LAT Images

O último acidente fatal daquele ano foi o de Riccardo Paletti, no Canadá. Logo em seguida, a FIA decidiu eliminar totalmente o efeito solo. Depois do acidente de Paletti, as próximas mortes durante em um fim de semana de GP foram as de Ratzenberger e Senna em Imola, 12 anos depois.

2021 - O retorno do efeito solo

2021 - O retorno do efeito solo
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Foto de: Giorgio Piola

Em 2019, a F1 está decidindo os rumos que tomará no futuro. Buscando aumentar as ultrapassagens e o espetáculo, a categoria decidiu reintroduzir a tecnologia a partir de 2021.

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Categoria Fórmula 1
Autor Adam Cooper