Negociação de novo contrato para Valência empaca em falta de dinheiro

Proposta de alternância com Barcelona foi aprovada por Ecclestone, mas dirigente não aceita receber menos por GP

Negociação de novo contrato para Valência empaca em falta de dinheiro
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A GP da Europa é realizado em Valência desde 2008

Afundada na crise econômica, a Espanha tenta renegociar os contratos de seus dois GPs anuais com o presidente da empresa que rege os direitos comerciais da F-1, Bernie Ecclestone. “Estamos negociando e espero que não demoremos muito para concretizar essa possível alternância e fixar novas condições”, afirmou ao El País presidente da comunidade valenciana, Alberto Fabra. A proposta é de que Valência e Barcelona se alternem como sedes de um único GP no país, que recebe duas corridas por ano desde 2008.

Há cerca de seis meses, os governantes enviaram uma carta a Bernie Ecclestone pedindo a revisão dos valores do GP, mas as negociações seguem em aberto. O dirigente aceitou, em março, a alternância entre as provas espanholas, mas as partes não entraram em acordo a respeito das condições econômicas do novo contrato. “Está tudo sob negociação. Chegamos a isso, logicamente, porque temos pouco dinheiro, mas há boa predisposição de ambas as partes”, disse Fabra.

Inicialmente, o evento seria controlado pela Valmor Sports, companhia privada, mas o governo teve de comprá-la e desembolsar 35 milhões de euros para quitar suas dívidas. A isso se soma o custo do próprio circuito e da organização da prova. Estima-se que a quantia paga anualmente para Ecclestone supere os 20 milhões de euros.

O contrato com Valência expira em 2014 e o do GP da Espanha, dois anos depois. Apesar dos organizadores em Barcelona também admitirem estar em dificuldades, o que parece atrasar o acordo é a resistência de Ecclestone em baixar os valores anuais. Se o acerto sair, Valência não teria sua prova em 2013.

Fabra insistiu que há interesse em manter a F-1 porque ela dá “uma projeção muito importante para Valência. Há mais de 500 milhões de pessoas que assistem a corrida e um impacto econômico de mais de 100 milhões de euros.” 

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