VÍDEO: Sette Câmara detalha protocolo da volta da F1, chance na Red Bull e nota em game

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VÍDEO: Sette Câmara detalha protocolo da volta da F1, chance na Red Bull e nota em game

Brasileiro fala sobre os procedimentos da temporada, das possibilidades de correr na F1 em 2020 e das notas que recebeu do game da F1

Assim como Pietro Fittipaldi, o mineiro Sérgio Sette Câmara é um dos brasileiros que está à beira da Fórmula 1, sendo o piloto reserva da Red Bull e AlphaTauri. Ao mesmo tempo, ele também estará competindo no Japão, na Super Fórmula, se dividindo entre as duas principais categorias de monopostos.

Falando da Alemanha, ‘Serginho’ conversou com exclusividade ao Motorsport.com, explicando como serão as primeiras semanas de F1, em que estará presente, e como pode participar de alguma etapa ainda em 2020, além das notas recebidas no game F1 2020, que também abrange pilotos da F2, onde ele corria até o ano passado.

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“Recebi aqui alguns e-mails com os procedimentos”, disse Sette Câmara. “Eu, chegando lá na Áustria, vou ter que fazer um teste. Se não me engano vamos fazer duas vezes ao longo do fim de semana. Já assinei um papel para a equipe dizendo que concordo com esses procedimentos.”

“O detalhe é que se eu vou para a primeira corrida, eu tenho que ficar. Não posso ir até a Áustria, depois voltar para a Alemanha, e depois voltar. Eles querem que quem for, já fique por lá. Na AlphaTauri, todos nós vamos pelo transporte da equipe, de carro mesmo, para a Hungria.”

“É lógico que todos usarão máscaras, equipamentos de proteção, mantendo uma certa distância. Não haverá também torcida, será com portões fechados, nem aquelas pessoas que representam os patrocinadores.”

Mas, caso aconteça algum problema com um piloto da Red Bull, Sette Câmara estrearia na F1 na equipe principal ou outro piloto, da AlphaTauri, seria promovido e ele correria no ‘time B’?

“É uma pergunta que nem eu mesmo sei a resposta. No papel, eu sou reserva das duas equipes, mas não sei como agiriam. Se algum piloto da Red Bull tiver um problema, pode ser que eles peguem um piloto da AlphaTauri, promova ele e me coloquem na AlphaTauri. Ou eles podem falar que esse determinado piloto está adaptado e me coloquem no carro principal.”

“É óbvio que neste caso, eu preferiria correr no carro da Red Bull, que é de ponta. Mas eu não sei, é uma decisão da equipe, mas no papel, eu sou reserva das duas.”

Uma das grandes polêmicas do período da pandemia do coronavírus, enquanto os carros ‘reais’ não ocupassem as pistas, foi as notas atribuídas aos pilotos do game F1 2020, que também conta com competidores da F2, categoria em que Sette Câmara estava até o ano passado.

O brasileiro tem o rating de 59, enquanto Jack Aitken, Mick Schumacher, Dorian Boccolacci possuem melhores notas, sendo que ficaram atrás do brasileiro no campeonato de 2019, quando Sette Câmara foi o quarto colocado.  

“Olha, não parece fazer tanto sentido. O (Nyck) de Vries tem 66 e o (Jack) Aitken com 67, acho que eles meio que chutaram, não faz tanto sentido. O campeão está com uma nota menor do que o piloto que ficou atrás de mim no campeonato.”

“Mas é um jogo, acho melhor ter uma plataforma melhor para o pessoal brincar, eles receberam críticas e devem melhorar. Isso não é novo, já tem no FIFA, no jogo de basquete há muito tempo, é uma coisa legal se eles puderem deixar os jogos mais ricos de conteúdo, isso beneficia.”

“O game é uma forma do fã se conectar com o esporte e mais ainda no automobilismo, que é o único esporte que, desde que você tenha o volante, pratica exatamente da mesma forma como é na realidade. No game você consegue fazer movimentos muito parecidos com o do carro. Mas sobre as notas, nesse momento elas estão meio bagunçadas.”

PODCAST: As notas atribuídas aos pilotos no game F1 2020 são malucas?

 

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