Zanardi relembra CART: “não precisávamos de KERS e DRS”

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Zanardi relembra CART: “não precisávamos de KERS e DRS”

Querendo três medalhas de ouro nas Paralimpíadas do Rio em 2016, italiano recorda estrada no automobilismo

Alex Zanardi volta a Indianapolis com a Chip Ganassi
Alex Zanardi compete em triatlo de longa distância no Havaí
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Alex Zanardi compete em triatlo de longa distância no Havaí
Alex Zanardi, ROAL Motorsport
Alex Zanardi volta a Indianapolis com a Chip Ganassi
Alex Zanardi volta a Indianapolis
Alex Zanardi volta a Indianapolis
Alex Zanardi, ROAL Motorsport

A primeira corrida realizada na Europa pela ChampCar, no ano de 2001 em Lausitzring, na Alemanha, será lembrada para sempre pelos fãs de automobilismo e principalmente por Alessandro Zanardi. Saindo dos pits, o piloto da equipe Mo Nunn acabou rodando com os pneus frios. Em seguida, com o carro atravessado na pista, ele foi acertado pelo canadense Alex Tagliani.

O acidente amputou instantaneamente suas pernas. O italiano lutou pela vida, e triunfou. Após uma volta ao automobilismo, ele resolveu se concentrar no paraciclismo para competir na Paralimpíadas de Londres, em 2012.

Seu esforço deu resultado: Zanardi saiu da Inglaterra com duas medalhas de ouro e agora se prepara para competir novamente no Rio de Janeiro.

"Sou Alex Zanardi. Meu nome faz a diferença nos dias de hoje", disse ele à Autocar, falando também que espera lutar por três ouros no Brasil.

"É um privilégio. Se eu quiser fazer alguma coisa, posso saber o que é preciso para que isso aconteça."

"(No paraciclismo) algumas pessoas se sentam alto e algumas se sentam mais baixo. Alguns usam pedais grandes, outros pequenos. Todos os acertos são diferentes, mas os desempenhos são semelhantes. Isso mostra que estamos todos dando falta de algo em algum lugar. Meu passado com as corridas ajuda nisso."

Saudades da CART

Zanardi falou de sua época mais vitoriosa, na CART/ChampCar, quando foi bicampeão em 1997 e 1998 pela equipe Chip Ganassi. Ele lembra com carinho de como os carros e as corridas eram emocionantes.

"Os carros eram surpreendentes", disse ele.

"Eles eram muito divertidos de conduzir e produziam um show incrível. Você podia ir de primeiro a último e voltar para ganhar a prova sem a necessidade de DRS ou KERS. Eles tinham potência e aderência, a capacidade de acelerar e desacelerar e velocidade em curva. Mas você tinha que trabalhar para conseguir isso."

Seu sucesso nos EUA o fez retornar à Fórmula 1 (onde já havia atuado de 1991 a 1994) com a Williams em 1999. Mas a parceria terminou em desastre após apenas um ano, com o italiano não conseguindo nem um ponto sequer. "Foi uma decepção para Frank (Williams) não conseguir tirar de mim o que Chip (Ganassi) conseguiu.”

“Mas você pode desfrutar de uma estrada boa depois de um trecho acidentado. A vida certa é uma boa mistura."

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